Pular para o conteúdo principal

Encontro de Culturas

É sempre assim. Quando faço algo legal, que me deixa muito feliz, não consigo escrever direito sobre o assunto. Dá vontade de narrar tudo que aconteceu, fico numa ansiedade imensa. Pois é exatamente o que estou sentindo agora. Queria contar direitinho como foi minha passagem pela Vila de São Jorge, onde está ocorrendo o VIII Encontro das Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Mas sinto que vou deixar muita coisa de fora....

Cheguei na vila por volta das 15 horas de sábado, já desesperada atrás de uma pauta para meu caderno. O primeiro lugar que entrei foi numa feirinha de produtos artesanais. Conversei com um índio da tribo Fulni-ô, um mestre na fabricação da rabeca, entre outros. Liguei para minha chefe e ela me tranquilizou, dizendo que eu poderia entregar a matéria no dia seguinte. Fui então procurar outros personagens interessantes - que apareciam a todo momento (o sonho de todo jornalista). Sem brincadeira, devo ter entrevistado umas vinte pessoas. E aprendi que trabalhar demais pode não ser uma boa solução, já que tive que tirar vários personagens da matéria.

No domingo, mais calma por ter conseguido juntar um bom material, fui acompanhar a programação. Adorei o encontro de três folias em frente a igreja do povoado. Foi muito bonito mesmo. Neste dia também consegui "laçar" o Sérgio Mamberti (me senti no próprio Castelo Rá-tim-bum....rs) e o Júlio Antõnio, da Guarda de Moçambique. Minha entrevista com o Sérgio foi no escuro mesmo, porque bem na hora que me sentei para falar com ele houve uma explosão e a cidade inteira ficou sem energia. O legal é que "apareceram" mais estrelas no céu e pude me dedicar a uma tarefa que adoro: esperar para ver uma estrela cadente. E eu vi!

Bem, foi na escuridão também que acompanhei um espetáculo ótimo de circo. A programação, as pessoas, as histórias que surgiram durante o encontro compensaram cada segundo da viagem. Por mim até ficaria a semana inteira por lá. Antes de ir embora visitei o Vale da Lua (foto), que fica bem pertinho do povoado. O lugar é lindo, pena que passei por lá correndo. Ah! E fiz uma pintura indígena no meu braço, que vai demorar a sair. Enfim, entrei no clima. E amei.

Comentários

  1. É muito bacana mesmo fazer essas viagens e achar essas pautas, apesar de que cansa pra caramba. Mais uma experiência para você no currículo. Bjão.

    ResponderExcluir
  2. ja planejei ttas vezes ir a São Jorge... mas só restaram planos.

    ResponderExcluir
  3. Oi irmã, que bom que se diverte no trabalho. Fico muito feliz de te ver tão feliz assim. Te desejo muito sucesso e muitas reportagens tão legais quanto essa. Sei que vc adora!! Bjos...te amo muitão!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Yes, you can!!!

Para os assuntos mais prosaicos....este blog! Então vamos lá. Tenho uma história de luta quase inglória para tirar a carteira de motorista. Meu primeiro processo foi tipo...um desastre. Sete tentativas e uma longa desistência. Eis que comecei a fazer terapia e, de brincadeira, falei para a Raquel que meus amigos organizavam um movimento para eu debater esse assunto nas sessões. Falei por brincadeira e nunca mais pude deixar o assunto de lado, por mais que quisesse. E assim, para tentar mudar o foco das minhas sessões (brincadeira, não só por isso), reabri o processo no início deste ano. Sem muita fé, sem muita animação. As aulas demoraram a começar. Mas, vejam só….eu passei! Na primeira tentativa! Primeira tentativa do segundo processo, mas ainda assim primeira tentativa!...rs. Durante esta semana eu estava tentando dominar aquele pensamento que me dizia “isso é impossível”. Até ontem estava um pouco nessa vibe, bem nervosa. Mas hoje me olhei no espelho e disse: coragem, mulher! E...

Mudança

Como pretendo escrever mais sobre a terapia e minhas leituras, concluí que não convém mais deixar este blog aberto com meu lindo nome assim estampado. Então vou migrar de endereço e comunico aos amigos interessados. Não que tenha alguma lógica eu querer escrever "secretamente" e usar um blog, mas...vocês me entendem, né? Nem eu. Grata.

Dos filmes que ensinam

Em um post muito antigo aqui neste blog, falei de como sedimentei minha percepção a respeito do equilíbrio do relacionamento com o filme Uma Rua Chamada Pecado . Nele, Marlon Brando (mil suspiros..) vive entre tapas e beijos com a mulher em Nova Orleans até a chegada da irmã dela. Quem também viu Blue Jasmine , do Woody Allen, reparou a referência. O tiro de misericórdia para o fim do relacionamento talvez seja conhecido por muitos: alguém de fora, na ânsia de ajudar (ou não), passa a apontar todos os defeitos do amado. E isso é o bastante para afetar a paz da relação. Depois do filme do Marlon Brando - olha como é bom ver filmes! -, passei a pensar pelo menos 20 vezes antes de dar minha opinião sobre o relacionamento alheio. Para quem está de fora ele pode parecer estranho, destrutivo, ruim, mas só quem o vivencia tem propriedade para dizer se é hora de acabar ou seguir adiante. É como minha mãe gosta de dizer: para saber qual o homem certo para você, basta pensar se é ca...