Pular para o conteúdo principal

Esquisitinha

Realizei meu sonho de adolescência e terminei de assistir a minissérie Engraçadinha: seus amores e seus pecados. Quando ela passou, em 1995, eu não tinha capacidade de me manter acordada depois das 22 horas (juro!). Agora minha mãe comprou a coleção e passei o dia inteiro em frente a televisão.

Nelson Rodrigues tem desse problema. É praticamente impossível interromper as histórias dele no meio. Até aqueles folhetins que ele escrevia são assim. Pois tente ler Meu Destino é Pecar em doses homeopáticas. Vai descobrir o que estou falando. Numa cena que entrou para os anais da faculdade (rs), a Lorena levou este livro para ler no Predileto. No Predileto!

Sempre me achei meio esquisitinha por gostar de Nelson Rodrigues. Sei que ele é um grande escritor e tudo mais, mas não é estranho ter fascínio pelos personagens dele? Incestos, suicídios, traições...Coisas que na vida real me assustam, nos textos dele eu adoro ler. Será que no fundo essa coisa de acompanhar estas tragédias como observadora não foi o que me atraiu no Jornalismo? Na superfície parece que gosto de matérias do "bem", coloridas, cheia de vida...mas e lá no fundo? Será que é bem assim? Puxa, alguém me arranja um psiquiatra! (rs).

Bem, mas agora falemos de vida real. Esta semana confirmei o que já sabia: meus dias no Circuito estão chegando ao fim. Meu contrato termina no início de setembro e o Ricardo vai ocupar meu lugar. Pelo menos sinto que aproveitei bastante este tempo que estive lá. E foi tão divertido! Mas agora bola pra frente! Se alguém souber de algo...

Para terminar, uma frase de Nelson Rodrigues que explica um pouco sobre seu ideal como escritor: "O personagem é vil para que o homem não o seja".

Ps: A imagem do beija-flor é só um protesto, por eu não ter encontrado nenhuma da minissérie! aff..

Comentários

  1. OI Erika. Lembro quando eu assistia meio escondido esta minissérie. Tinha cada cena boa, principalmente as da Alessandra Negrini. Risos. Bjão.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Yes, you can!!!

Para os assuntos mais prosaicos....este blog! Então vamos lá. Tenho uma história de luta quase inglória para tirar a carteira de motorista. Meu primeiro processo foi tipo...um desastre. Sete tentativas e uma longa desistência. Eis que comecei a fazer terapia e, de brincadeira, falei para a Raquel que meus amigos organizavam um movimento para eu debater esse assunto nas sessões. Falei por brincadeira e nunca mais pude deixar o assunto de lado, por mais que quisesse. E assim, para tentar mudar o foco das minhas sessões (brincadeira, não só por isso), reabri o processo no início deste ano. Sem muita fé, sem muita animação. As aulas demoraram a começar. Mas, vejam só….eu passei! Na primeira tentativa! Primeira tentativa do segundo processo, mas ainda assim primeira tentativa!...rs. Durante esta semana eu estava tentando dominar aquele pensamento que me dizia “isso é impossível”. Até ontem estava um pouco nessa vibe, bem nervosa. Mas hoje me olhei no espelho e disse: coragem, mulher! E...

Mudança

Como pretendo escrever mais sobre a terapia e minhas leituras, concluí que não convém mais deixar este blog aberto com meu lindo nome assim estampado. Então vou migrar de endereço e comunico aos amigos interessados. Não que tenha alguma lógica eu querer escrever "secretamente" e usar um blog, mas...vocês me entendem, né? Nem eu. Grata.

Dos filmes que ensinam

Em um post muito antigo aqui neste blog, falei de como sedimentei minha percepção a respeito do equilíbrio do relacionamento com o filme Uma Rua Chamada Pecado . Nele, Marlon Brando (mil suspiros..) vive entre tapas e beijos com a mulher em Nova Orleans até a chegada da irmã dela. Quem também viu Blue Jasmine , do Woody Allen, reparou a referência. O tiro de misericórdia para o fim do relacionamento talvez seja conhecido por muitos: alguém de fora, na ânsia de ajudar (ou não), passa a apontar todos os defeitos do amado. E isso é o bastante para afetar a paz da relação. Depois do filme do Marlon Brando - olha como é bom ver filmes! -, passei a pensar pelo menos 20 vezes antes de dar minha opinião sobre o relacionamento alheio. Para quem está de fora ele pode parecer estranho, destrutivo, ruim, mas só quem o vivencia tem propriedade para dizer se é hora de acabar ou seguir adiante. É como minha mãe gosta de dizer: para saber qual o homem certo para você, basta pensar se é ca...