Há alguns meses o Rodrigo escreveu uma matéria sobre ateus e agnósticos. Um dos entrevistados reclamava que sofria preconceito por ser ateu. A tal ponto que preferia dizer para a avó que não tinha religião mas que acreditava em Deus. Ontem na academia eu passei por experiência semelhante. Meu professor, que pelo que entendi é evangélico, me perguntou se eu ia à igreja. Eu, bobamente, respondi: "Não, eu não acredito. Na época que eu acreditava eu ia". Primeiro veio aquele silêncio sepulcral dele e da aluna que estava por perto, seguido por olhares de reprovação. Diante disso eu quase falei: "Não, eu não acredito na igreja, mas acredito em Deus!". Eu estaria mentindo - simplesmente porque não sei se acredito ou não em Deus -, mas ao menos não estaria recebendo internamente aquela praga que todo crente (no sentido de "crer") te roga. Assim: "Quero ver no dia em que precisar de Deus, aí vai se lembrar que ele existe". Pois é assim sempre, não é? É du...