domingo, 30 de novembro de 2014

Da permanência do amor



Em quase nove anos de história, nunca estivemos tão distantes geograficamente um do outro como em 2014. Nem nunca atravessamos uma fase tão desafiadora, que nos fez parar e prestar mais atenção um no outro. Sofremos, experimentamos a distância, avaliamos cada aspecto da nossa vida em conjunto e do nosso próprio ser. Não foi fácil olhar para nós mesmos e descobrirmos tantos lados desconhecidos. Não foi fácil encarar nossas sombras quando achávamos que éramos apenas luz. Mas este ano nos deu uma oportunidade única que agarramos com toda a vontade e fez com que nossa história se tornasse ainda mais verdadeira. Compreendi os ciclos da vida e a razão para que a cada dia você esteja presente neles. Você não é menos que muito especial na minha vida. Já de admirava por seu caráter, inteligência, sensibilidade. Hoje admiro o homem que você é por inteiro, com todas as suas falhas e qualidades. Atravesso 2014 com ainda mais certeza do amor que comecei a nutrir por você ainda lá na faculdade, quando éramos os melhores amigos do mundo. Meu coração é pequeno para o tamanho do que sinto por você. Só queria que, no meio desse ano difícil, você e todos os poucos que leem esse blog soubessem. Daqui uns dois ou três meses, quando lembrar que este blog existe, você vai ler tudo isso (rs) e espero que se sinta bem com o que escrevi. Te amo cada vez mais. E agora deixo uma musiquinha que acho que descreve tão lindamente nossa história!



Aconteceu
Aconteceu quando a gente não esperava Aconteceu sem um sino pra tocar Aconteceu diferente das histórias Que os romances e a memória Têm costume de contar Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas Aconteceu sem um raio de luar O nosso amor foi chegando de mansinho Se espalhou devagarinho Foi ficando até ficar Aconteceu sem que o mundo agradecesse Sem que rosas florescessem Sem um canto de louvor Aconteceu sem que houvesse nenhum drama Só o tempo fez a cama Como em todo grande amor

sábado, 29 de novembro de 2014

Orientações para contato com o Ser

Como toda jornalista que se preze, ao entrar em contato com um assunto tento pesquisar tuuuuuuudo sobre ele. Creio que sempre no intuito de me tornar especialista em generalidades. Como estou muito contente com minha terapia, obviamente que estou pesquisando a linha da minha terapeuta e tentando entender um pouco mais esse universo. Pelo que entendi ela segue a linha de um médico chamado Dimas e, nas sessões, falamos muito sobre o Ego e Eu Superior. Olhando o site dele encontrei algumas orientações para o contato com o Ser que achei interessantes e compartilho aqui para quem interessar possa. O site dele tem outros assuntos legais http://www.dimascalegari.med.br/

Orientações para contato com o Ser

  1. Fale de si próprio, deste seu momento e não do outro ou de sua história.
  2. Retome constantemente suas sensações corporais, sentimentos e emoções.
  3. Expresse o que sente através de suspiros, choro, emoção, anseios de tocar, apoiar o outro ou pedir ajuda.
  4. Nomeie o que sente e reflita sobre o que sente; reflita sobre seu próprio Eu.
  5. Comunique ao outro as reflexões que faz sobre si mesmo. Afirme seu Eu!
  6. Ouça atentamente o que o outro fala dele mesmo. Olhe-o diretamente. Afirme e receba o Eu que se comunica!
  7. Tome consciência de sua resposta interna (sensação, sentimento, emoção) ao receber a comunicação da outra pessoa.
  8. Expresse e comunique suas sensações, sentimentos e emoções em relação à comunicação do outro. Não fale dele, não o julgue, não o analise, não o avalie; comunique apenas o que você sente internamente! Por exemplo: "Eu me sensibilizo com sua dor, sua situação move também a minha dor".
  9. Só dê sua opinião quando o outro solicitar alguma avaliação ou conselho, porém comece sempre expondo como você se sente no momento. Por exemplo: "Eu me sinto sensibilizado com sua pessoa e como você está me permitindo, gostaria de dizer-lhe que..."
  10. Clareie para você mesmo o que você percebe, o que você sente e o que você pensa sobre o outro. Você pode percebê-lo cabisbaixo, triste, sentir-se preocupado com ele, e talvez esteja muito interessado em saber o que se passa. Não interprete o estado dele. Seja franco e direto: "Eu o percebo cabisbaixo, estou preocupado com seu estado e gostaria de saber o que se passa com você, se você se sentir à vontade para se expor!. É importante aceitá-lo não disponível para se expor!
  11. Desfrute de seus momentos de contato com seu Ser, não importando onde você esteja: num bar, numa roda de amigos, numa relação amorosa, num momento de sua espiritualidade, etc.

domingo, 23 de novembro de 2014

Nível de empolgação: avançado


Fiquei feliz em descobrir que tenho ao menos duas leitoras deste blog: a Helen, que deixou recado e que eu respondi mas a mensagem desapareceu, e a Maria, que me deixou um recado que também desapareceu. Quer dizer, esse blog tá de sacanagem comigo (rs).

Voltei à rotina de uma pessoa normal que trabalha (ainda que os horários possam não ser muito ortodoxos) e confesso que achei um pouco complicado conciliar o aprendizado das últimas semanas com a “vida real”. Mas sigo tentando porque o que tenho aprendido na terapia me ajudou de uma forma fantástica. Será que a fórmula já está devidamente registrada?

Depois que descobri importância de silenciar a mente, voltar-se para dentro, ter consciência de si mesmo, fico com a impressão de ter adquirido um vício do bem. Comecei as aulas de hatha yoga na semana passada e foi paixão à primeira vista. Saio da sala como uma pluma! (a quem interessar, faço na www.dhyanayogaspa.com.br, que tem um espaço lindo!). Na mesma semana participei de uma aula de meditação igualmente fantástica. Além disso, tenho feito os exercícios da terapia em casa, além da meditação e, confesso, também busquei aulas de yoga na internet para fazer sozinha. É porque é muito bom!

Como tudo isso ainda é pouco (rs), descobri que minha academia pode ser muito terapêutica quando estamos concentrados nos exercícios. Então estou fazendo aulas de muay thai, jump, step, bicicleta, musculação, natação, boxe...O que aparecer na frente! Claro que agora, trabalhando, não vou poder me dedicar tanto. Mas não tem problema porque o trabalho é algo que gosto muito mesmo, desde que descobri que havia vida fora da redação.

Eu me sinto assim meio...apaixonada por tudo isso. E com vontade de carregar todo mundo que conheço para esse universo (calma, vou me conter, não vou virar a chata da vida alternativa...rs). 

Sabe o que é mais incrível? Isso tudo está me ajudando a ficar mais concentrada nos estudos. Estou com projetos em mente, comprei vários livros e estou focada em aprender tudo sobre política e comunicação pública. Se em menos de dois meses já senti tudo isso imagine com mais tempo? Tá bom, parei.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Presente!

Agora que o Ano do Cavalo finalmente decidiu me dar uma trégua, estou conseguindo desfrutar meus dias com uma tranquilidade que nunca antes na história da minha vida eu havia experimentado antes. No meu estado natural teria enlouquecido neste período sabático forçado - pré-mudanças na minha vida profissional - , mas a verdade é que estou conseguindo sobreviver muito bem a ele. Claro que isso não seria possível sem a minha excelente terapeuta, o meu coração aberto e as leituras que começo a fazer no sentido de entender um pouco mais sobre “Ser”, “ego” e todas essas coisas que antes eram subjetivas demais para eu entender. Duas coisas já pude perceber muito claremente em menos de seis sessões de terapia: minha mente era muito barulhenta (não é à toa que com tanto barulho eu me sentisse tão confusa!) e eu poucas vezes, em 33 anos de vida, estive realmente “presente”. Parece que falo em um sentido metafórico, mas é literal mesmo. Talvez isso explique meus lapsos de memória e as constantes broncas das pessoas por nunca estar prestando atenção ao que está acontecendo ao meu redor. Eu costuma dizer que é porque eu estava vivendo no “Maravilhoso Mundo de Erika”. Traduzinho: a minha cabeça costumava estar em qualquer lugar - em geral no futuro -, mas nunca no presente. Curiosíssimo isso. Quando parei para reparar senti que havia perdido pelo menos uns 30 dos meus 33 anos de vida - o que devo ter aproveitado mesmo foram os momentos explosivos, como passar no vestibular, viajar, me formar e outros exemplos que com certeza são melhores do que esse mais aos quais eu não me lembro. Em resumo: não tem como amar mais essa nova fase da minha vida, que ainda está sendo construída vaaaagarosamente.