sábado, 30 de novembro de 2013

NY e noivado


Como é tradição neste blog, vamos ao post de viagem! O destino desta vez foi Nova York e com climinha de lua-de-mel, já que o Rodrigo e eu ficamos noivos por lá (que toquem os tambores!!!!). Sim, claro que essa ideia foi minha. Sim, claro que foi no Central Park porque criatividade nunca foi meu forte. Sim, estou imensamente feliz. Não, não temos data para o casório (rs).


Ficamos dez dias por lá em um hotel enorme que mais parece uma rodoviária (aquela foto linda do hall deles que aparece no site: é melhor imaginar abarrotada de gente), mas que tem tudo que a gente precisa. Em especial uma localização perfeita. O Hotel chama-se Pennsylvania (http://www.hotelpenn.com/) e fica em frente ao Madison Square Garden e perto de tudo que importa para um turista em primeira viagem ser feliz (Empire, Rockfeller Center, Brodway, 5ª Avenida…). Tudo bem que internet lá é cobrada, o café da manhã é meio monotemático e disputado a tapa e que o frigobar não tenha nem água, mas quem se importa? Só para descansar estava de ótimo tamanho.


Chegamos cedinho numa segunda-feira e, depois de alguma espera para entrar no nosso quarto, fomos reconhecer o terreno. Depois da tradicional passadinha na Starbucks para surrupiar a internet e de espiarmos os celulares na Apple, ficamos caminhando pelas ruas até chegar no Rockefeller Center, onde já estava montada a pista de patinação no gelo. Antes passamos pela 5ª Avenida, pela Times Square, enfim, todas as ruinhas que ficavam perto do nosso hotel (ou nem tão perto assim).


No dia seguinte acordamos cedinho, conferimos a previsão do tempo (congelante para meus padrões) e fomos para o Top of The Rocks (http://www.topoftherocknyc.com/), no Rockefeller Center, que tem uma visão linda de Nova York! Estava um vento gelado e cortante, mas mesmo assim eu aguentei firme a maior parte do tempo e consegui até fazer umas fotos lá fora e admirar a paisagem. Penso que estou ficando um pouco menos intolerante ao frio, já posso até pensar em morar na Europa entre o verão e o outono (rs).


Metropolitan


No mesmo dia fomos ao Metropolitan Museum (http://www.metmuseum.org/), que foi meu passeio de arte preferido. Além de tudo que eu já gosto normalmente (arte egípcia, europeia, antiga e a moderna até certo ponto...rs), o museu tem uma seção de arte oriental muito bacana, acho que ainda não tinha visto algo assim antes. O difícil é que o lugar é muito grande e a gente acaba vendo tudo correndo, mas acho que é dentro de um museu que eu me sinto mais feliz! A Ana acha incrível, mas eu deixo de comer se for preciso para passear em museu. Por isso que, se não fosse jornalista, seria curadora do Louvre (rs).




Terminamos o passeio na Brodway para assistirmos o lindamente cafona Fantasma da Ópera (http://www.broadway.com/shows/the-phantom-of-the-opera/!). Gente...a Brodway tá para mim e meu senso de estética duvidoso!..rs. Amei demais a produção, a cena do lustre, a cantoria….Bom demais!


Na quarta-feira tivemos de tirar um pedaço do dia para as compras, especialmente porque não estávamos devidamente preparados para o frio. Neste dia caíram um floquinhos de neve e pensei que era chegado o momento de me agasalhar melhor. Claaaaaaaro que não fomos às compras só por isso, o apelo consumista nos pegou com força! Aí fomos na Century 21 (http://www.c21stores.com/) para poucos dias depois nos arrepedermos ao descobrir que o lugar onde vale mesmo a pena gastar é no Outlet de Nova Jérsey (http://www.jerseygardens.com/). Eu até não comprei nada de marca e evitei as roupas (não tinha quase nada lá que combinasse comigo), mas os sapatos...Nossa, comprei muitos. E nem sou a moça dos sapatos, mas acho que agora estou bem servida pelos próximos 20 anos..hehe.


Voltando ao passeio de quarta, saímos da Century 21 e fomos ver o início de noite (que estava começando sempre às 16h30, para minha tristeza) no Empire State (http://www.esbnyc.com/). O enredo é o mesmo: vento cortante e vista linda da cidade. Mas à noite Nova York fica ainda mais bonita do alto, cheia de luzes verdes. Já falei que para fazer todos esses passeios é mais barato comprar o City Pass, né? (http://pt.citypass.com/new-york). Custa 106 dólares para vários passeios legais. Eu me sinto meio idiota dando dicas de Nova York porque eu sei que é o passeio prioritário de metade da humanidade que quer ir para o exterior (como assim, vocês não conhecem Paris?..hehehe - piada interna).


Agora, anote a principal dica de passeio em Nova York: o musical do Rei Leão! Gente, que coisa maravilhosa de se ver. Que perfeição, que lindura, que tudo!!! Eu sou super fã do desenho e não pensei mesmo que o musical pudesse superar a abertura do filme. Superar não supera, mas olha: se iguala. Que espetáculo. Vale cada centavo. Se soubesse que era tão bom teria comprado um ingresso para cada dia. Tinha coragem de voltar em Nova York com o único objetivo de ver o musical de novo. Resumindo: amei.



Na quinta-feira vestimos de vez o nosso figurino de turista-padrão-feliz-em-primeira-viagem-para-os-States e fomos onde, onde? Estátua da Liberdade!!! É daqueles destinos que a gente se sente meio que na obrigação de ir mas que depois se revela muito legal. Não pela estátua, que nem é lá essas coisas, mas pelo passeio de barco, a vista da cidade, essas coisas. O dia estava lindo e maravilhoso e rendeu fotos ótimos ao lado do meu amooor (ainda bem que ele não lê meu blog...rs. Aff.. nem ele lê!..rs). Antes de anoitecer, o que como já disse está acontecendo muito rápido, fomos passear na Ponte do Brooklyn (que é linda) e arredores. Achei um passeio romântico, mas para mim tudo estava romântico porque eu estava em climinha de lua-de-mel pré-noivado.


No dia seguinte pegamos um ônibus (ai, adoro: com wifi) com destino a Washington. Nem queria tanto conhecer, até porque estava me custando muito sair da Nova York que eu estava amando. Mas, com as passagens já compradas do Brasil, seguimos para lá. Tem mesmo a lógica de Brasília, com tudo meio distante, mas a cidade é linda e, para um passeio rápido, aqueles ônibus beeem de turista que rodam por lá quebram um bom galho. Além dos monumentos óbvios, gostei bastante do Jardim Botânico que fica ao lado do Capitólio. O jardim reproduz vários biomas (ai, acho que é isso, fugi das aulas de biologia...rs) com o clima e tudo. E a seção de orquídeas tem um cheiro delicioso. Meu Deus, escrevo como uma criança…rs.


Noivado!


O sábado foi o melhor dia de todos, o mais top, o mais marcante, o mais histórico, o mais empolgante, porque….finalmente fiquei noiva!!! (ah, já contei isso antes...rs). Ficamos noivos no Central Park em um dia que estava particularmente ensolarado e quentinho. Claro que a ideia de trocar alianças no Central Park foi minha. Claro que eu já sabia do noivado antes de sair de Goiânia. Claro que fui eu que escolhi as lindas alinças. Claro que eu tenho bom coração o bastante para não obrigá-lo a comprá-las na Tiffany, o que iria deixar meu enredo digno de filme (rs). Mas apesar da ideia meio óbvia, não é lindo lembrar que trocamos alianças lá? Eu acho!




Reservamos grande parte do dia a perambular pelo Central Park. Deu uma invejinha dos moradores que têm tantas opções legais de divertimento gratuito! Tudo bem que em Goiânia também temos parques ótimos, mas eu não me sinto muito segura em frequentá-los. Não sei se o Central Park é realmente seguro, mas a ilusão de pensar que sim para mim já era o bastante (rs). Emendamos o passeio com uma visita ao Museu de História Natural. É bem legal, e tal, mas essas coisas de bichos, dinossauros e tal não é bem a minha praia. Também fomos ver aquele touro da Wall Street e perambular por Chinatown, a Little Italy e o Soho.


O nosso penúltimo dia nos Estados Unidos foi em Nova Jérsey para as comprinhas no Outlet que falei. Desperdício, né? (rs). Mas confesso que na segunda-feira já estava tão acabada mesmo que o melhor era me acabar em compras (rs). Mal sabia eu que meu corpo cobraria a conta da viagem tão logo eu desembarcasse no Brasil...Mas ainda conseguimos ir ao Museu de Arte Moderna (http://www.moma.org/) - céus, como me custa entender aquilo! -  e fazer um passeio super legal e que poucos turistas conhecem, que foi pegar um bondinho para Rossevelt Island. Sério, não vi turista nenhum por lá e, a considerar o preço do ingresso (2 dólares para atravessar), é um destino bem pouco procurado mesmo. Mas vale demais a pena. O que o roteiro turístico vendeu é que era o passeio mais romântico de Nova York, e realmente cumpriu a promessa!

Antes de pegar o avião de volta para o Brasil só tivemos tempo de visitar o monumento de 11 de setembro (que estava fechado, mas tudo bem) e passar na porta do New York Times para deixar nosso currículo (rs). E, claro, dar a tradicional passadinha na Starbucks para fingir que ia tomar algo quando, na verdade, o que a gente queria mesmo era internet. The End.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Livros úteis de comunicação + marketing pessoal


Mesmo tendo dificuldades para postar aqui como gostaria, ainda tenho convicção de que este blog pode servir para alguma coisa. Abaixo publico um "roteiro de vida" que encontrei no livro Tratado de Comunicação Organizacional e Política, um dos tantos que estou lendo motivada pela minha especialização. Aliás, a quem interessar, bons livros da área de comunicação que li nas últimas semanas: "A Era do Escândalo", "A Síndrome de Aquiles" e "Voto é marketing...o resto é política". Os dois primeiros sobre gerenciamento de crise e o último sobre campanhas eleitorais. E aceito sugestões de leituras ;)

MARKETING PESSOAL


1) AutoconhecimentoEsta é a primeira lição: conhece-te a ti mesmo, ensina a regra grega. O autoconhecimento permite que a pessoa defina os seus limites, tome consciência dos seus potenciais, possa partir para definir seu modelo de vida. Sun Tzu, filósofo e general, em um notável documento escrito há mais de 2,5 mil anos, cunhou este pensamento: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de 100 batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas”. O autoconhecimento é a pedra sobre a qual se constrói a identidade. E a identidade é a marca de diferenciação da pessoa.


2) Definir metas e objetivosO estabelecimento de metas e objetivos começa pela definição do ponto ao qual a pessoa quer chegar. Significa decidir-se por uma posição, um posto, uma profissão, um cargo, um caminho. Quando metas e objetivos não ficam claros, as pessoas tendem a cair no vazio das indecisões, arrefecendo o ânimo e amortecendo a vontade. Quando se sabe para onde ir, o passo faz avançar o corpo, não se arrasta. Se a pessoa tem vários objetivos, conta, no mínimo, com a possiblidade de alcançar um deles, sendo até possível atingir vários, ao mesmo tempo. O importante é escolher uma trajetória de ação e, dentro dela, selecionar alternativas diferenciadas. E, atenção, não se deixar influenciar por pessoas negativas, que desacreditam em seus potenciais. 


3) Guiar-se por um conjunto de valoresHá alguns valores que conferem grandeza ao caráter. E uma pessoa de caráter angaria respeito e credibilidade. Há valores que não se impõem, nascem com as pessoas, constituem herança genética e cultural. Outros podem ser desenvolvidos e aperfeiçoados. Lembramos, por exemplo, a coragem e, mais que isso, a audácia. O audacioso pode conseguir o milagre de Maomé. Como se sabe, Maomé levou o povo a acreditar que poderia atrair uma montanha. Do cume, faria preces a favor dos observadores da lei. O povo reuniu-se, Maomé chamou pela montanha várias vezes, e como a montanha ficasse quieta não deu-se por vencido. Proclamou: “Se a montanha não quer vir ter com Maomé, Maomé irá ter com a montanha”. É preciso ter audácia para reparar feitos, corrigir caminhos. A coragem não é a essência do medo, mas a capacidade de enfrentá-lo e superá-lo. É preciso praticar a humildade, que não significa humilhação, mas a capacidade de reconhecer as fraquezas pessoais. A humildade, ensina a lição dos clássicos, é a virtude do homem que sabe não ser Deus. Para o filósofo alemão G. E. Lessing, “todos os grandes homens são modestos”. Não se pode esquecer a coerência, que imprime retidão à história do homem e preserva a homogeneidade de seu pensamento. A generosidade, por sua vez,  coloca os homens no cordão da solidariedade. O homem generoso não é prisioneiro de seus afetos, é senhor de si. Desenvolver a paciência também é um desafio de marketing pessoal. A paciência, dizia G. Leopardi, poeta italiano, “é a mais heróica das virtudes, justamente por não ter nenhuma aparência heróica”. E, nesse campo de valores, não se pode deixar de lado a preocupação em procurar defender e preservar a verdade. A verdade acaba prevalecendo sobre a mentira. Não adianta querer tergiversar. Há momentos que aconselham emitir versões diferentes da verdade. Muito cuidado. Como sugere o escritor polonês H. Sienkienicz: “A mentira, como o óleo, flutua na superfície de verdade”.


4) Procurar compor a apresentação pessoalEssa recomendação tem por objetivo ajustar a identidade e a imagem da pessoa. E isso se consegue estabelecendo-se ajustes na forma de apresentação pessoal - trajes, comportamento, gesticulação -, procurando-se incorporar detalhes, novas formas e posições. O profissional precisa adaptar-se aos tempos e aos ambientes. O cuidado com a aparência é, assim, muito importante. Infelizmente, muitos ainda julgam segundo a aparência, não segundo a essência. Mas todo cuidado é pouco para evitar exageros. É oportuno lembrar que as pessoas nem sempre são o que parecem. Como sugere o poeta alemão Novelis: “Quando vemos um gigante, temos primeiro de examinar a posição do sol para ter a certeza de que não é a sombra de um pigmeu”. Cuidar da aparência é necessário; exagerar na aparência é um contra-senso.


5) Aperfeiçoar a comunicaçãoAbrange um conjunto de ações relacionadas à melhoria do discurso (substância) e maneira de interlocução (forma de comunicar-se). Aconselha-se um programa de leitura de jornais, revistas (economia, política, ciência, artes e espetáculos, cultura, etc), livros de ciência política, economia e administração, perfis de grandes realizadores, história contemporânea. O profissional do mundo moderno não pode estar à margem dos acontecimentos nos diversos campos do conhecimento. Saber usar tais conhecimentos em momentos adequados, constitui uma estratégia que dará bons resultados. O aperfeiçoamento da expressão pode ser conseguido com um programa de treinamento de mídia, quando o profissional passa por uma bateria de aprendizagem. Aí, tem oportunidade de conhecer as manhas da imprensa, enfoques e abordagens mais apropriados, desenvolvendo, ainda, a fluidez de pensamento e expressão.


6) Aprofundar-se no campo da especializaçãoAlém do entendimento geral das coisas, será necessário um domínio mais completo e profundo em torno de determinadas áreas de interesse profissional. Nesse sentido, aconselha-se a leitura permanente de conteúdos especializados, por meio de consulta a periódicos, participação em cursos, palestras e eventos específicos no campo da especialização. Princípio recomendado: querer ser o melhor no campo. 


7) Desenvolver a criatividadeProcurar sempre formas diferentes para enfrentar a labuta cotidiana. Significa sair da rotina, evitar a acomodação. A criatividade motiva, amplia espaços, proporciona novas possibildiades. 


8) Ampliar faixa de relaçõesAs rotinas levam as pessoas à acomodação, tornando-as participantes de feudos mentais. É preciso quebrar o círculo de amigos e vizinhos, ampliando o circuito de conhecimentos com a incorporação de novas pessoas no jogo da interlocução. O enriquecimento sociocultural depende também da ampliação do discurso. Se possível, procurar contatar líderes, pessoas que fazem trabalhos comunitários gente que está situada no chamado circuito de formação de opinião. “Se um homem não faz novas amizadas è medida que avança na vida, ficará logo sozinho”, ensina o escritor inglês S. Johnson.


9) Aproveitar melhor os conhecimentosAs pessoas tendem, normalmente, a ficar quietas em seu canto, numa atitude de recatado uso dos conhecimentos. Tal atitude não combina com o sentido proativo dos tempos modernos. Se uma pessoa leu algo que lhe interessou, deve tentar passar adiante tal conhecimento; se aprendeu nova técnica, deve procurar implementá-la; se travou relações de amizade com uma pessoa, deve procurar estreitar as relações. A recomendação é no sentido de fazer girar o conhecimento adquirido. Não o trancar a sete chaves. A medida dará resultados positivos. 


10) Formar uma base mínima de organização e memóriaMuitos conhecimentos, situações e fatos do dia a dia profissional são rapidamente esquecidos. Há pessoas que estão sempre começando coisas, porque perderam parcela substancial de sua memória profissional. Aconselhamos o mínimo de organização: um bom arquivo, fichas de situações, catálogos, listas de endereços e telefones, cópias de trabalhos, próprios e de outros autores. É fundamental o uso do computador e das novas tecnologias. A memória é extremamente importante para o avanço profissional. Tente comprovar.


11) Procurar acumular conhecimento

Para atingir esse objetivo, faz-se mister estar atento às mudanças e circustâncias. Urge acompanhar as mudanças nas áreas da política, economia, negócios, expansão empresarial, enfim, as ocorrências e eventos do meio ambiente. Pinçar, a partir daí, os espaços e áreas de interesse que mereçam aprofundamento conceitual. As antenas precisam estar ligadas a qualquer alteração de rota. O profissional pode, a qualquer momento, precisar tomar decisões rápidas ante as circunstâncias. Se estiver por fora dos fatos, certamento vai ser pego pela ignorância. Como já disse Sócrates, “existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.”

12) Usar o bom sensoFrequentemente, a solução está ali adiante, pertinho, e não distante, como se pode imaginar. Por isso, antes de se buscar caminhos complicados, é aconselhável olhar ao redor, na linha da tentativa de descobrir o senso comum. O senso comum é, às vezses, escolher a melhor estratégia. Existem duas grandes linhas estratégias à disposição de uma pessoa: a estratégia direta e a estratégia indireta. A primeira ampara-se no conceito de enfrentamento frontal de uma situação; a segunda se vale do conceito de usar formas indiretas, sinuosas, para alcançar os objetivos.


13) Evitar excessosNessa mesma linha de pensamento, os excessos devem ser evitados, pois, como lembra o vulgo, tudo demais é veneno. Ou como bem demonstra esta sábia sentença cingalesca: “Limpeza exagerada ou falta de limpeza; crítica abundante ou elogio farto; excesso de cortesia ou descortesia - eis seis características do estúpido”. Esse conselho quer significar, ainda, a necessidade de se trabalhar com os recursos essenciais, as ideias centrais, dispensando-se as coisas desnecessárias para se alcançar os objetivos e metas.


14) Evitar o ridículoAs coisas ridículas são razoavelmente aferidas pelo bom senso. Nem sempre conseguem ser detectadas por algumas pessoas. É preciso estar atentos a elas. Leopardi diz que “as pessoas são ridículas apenas quando querem parecer ou ser o que não são”. Ridículo é o artificialismo na construção dos discursos; ridículos são perfis que se desmancham com um exame mais apurado. Ridículas são pessoas que pretendem mostrar o que não têm, ser o que não são e dizer o que não sabem.


15) Defender um ideárioÉ preciso ter fé, defender firmemente uma crença. A pessoa amorfa, sem opinião, sem paixão, sem valores, sem princípios, assemelha-se a um vegetal. Como prega o mártir da causa dos negros norte-americanos, Martin Luther King, “se um homem não descobrir nada por que morreria, não está pronto para viver”. A construção de um ideário não é uma tarefa artificial. O ideário é a somatória de lições de vida e de experiências, de alegrias e tristezas, de conhecimento acumulado e dos valores adquiridos ao longo da trajetória. Uma pessoa sem ideário é como uma lesma que se descontrói com uma pequena pitada de sal.


16) Fazer as coisas com emoção“A emoção é necessária, porque sem ela não se pode viver. O importante é sonhar e ser sincero com seu sonho”. A frase é de Jorge Luis Borges. Sem emoção, a vida perde a graça. Para um profissional, vida sem emoção não tem sentido. Trabalhar com prazer e por prazer, não apenas por dinheiro; fazer as coisas de que gosta; buscar momentos  de paz interior; encontrar amigos, bater o papo de fim de tarde, selecionar os cantos, os espaços e as cores - tudo isso contribui para lapidar o cotidiano com o toque da emoção.


17) Saber administrar o tempo


18) Saber administrar as dificuldades

Crescem as dificuldades no mundo de trabalho. É preciso conviver com elas. Não adianta entrar em desespero. A lição é de Terêncio, o grande pensador latino: “Nada é tão difícil que, à força de tentativas, não tenha resolução”. A pessoa não se deve deixar abater com o acúmulo de dificuldades. Precisa pensar grande e positivamente. Assim, vencerá uma a uma.

19) Viver o presenteProcurar viver intensamente o hoje. Também é de Sêneca o pensamento: “Dedica-se a esperar o futuro apenas quem não sabe viver o presente”. Há pessoas que passam o tempo preparando o futuro, deixando de lado as grandes oportunidades de momento em que poderiam ser felizes. Ocupar o tempo é viver. Deixar de ocupá-lo é um descompromisso com o ideal de existência. 


20) Ter coragem de arriscar-seSomente aqueles que se arriscam a ir muito longe têm possibilidade de descobrir até onde podem chegar. A frase é de T. S. Eliot e, certamente, resume um projeto de crescimento. Quem quer ir longe não pode ficar no mesmo lugar sempre. Quem quer enfrentar novos desafios não pode se acovardar. Quem quer sentir diferentes gostos da vida deve procurar novos temperos. O crescimento implica certa dose de risco. E de coragem. Como canta o profeta Zaratustra: “Ânimo tem quem conhece o medo, mas vence o medo; quem vê o abismo, mas com altivez. Quem vê o abismo, mas com olhos de águia, quem deita a mão ao abismo com garras de águia - esse tem coragem.”


21) Saber comandarNão deixar passar o momento. Não deixar o cavalo selado passar pela frente e correr sozinho. Portanto, se houver oportunidade, monte no cavalo que passa na frente, na sua porta, assuma um novo cargo, cresça, suba no andar mais alto, até o último andar do edifício, se for capaz, e as circustâncias o ajudarem. Mas quem quer comandar precisa conhecer o princípio, exposto na máxima aristotélica: “Quem se dispõe a tornar-se um bom chefe deve primeiro ter servido a um chefe”. Sun Tzu ensina: “O chefe habilidoso conquista as tropas inimigas em luta; toma suas cidades sem submetê-las a cerco; derrota o inimigo sem operação de campo muito extensas. Um chefe consumado cultiva a lei moral e adere estritamente ao método e disciplina. Estáem seu poder controlar o sucesso.” É oportuno lembrar, ainda, que a autoridade do chefe repousa sobre algumas faculdades, como: inteligência (compreendendo aptidões naturais, capacidade de discernimento, clarividência, sentido de prioridade, sentido do real, sentido do possível, sentido das comparações, visão de conjunto), boa formação geral, profissional e psicológica; experiência e qualidades de administrador (previsão, organização, direção, coordenação e controle). A esse conjunto, somam-se qualidades humanas, como: espírito de disciplina, lealdade aos superiores, consagração a causa comum, respeito ao próximo, integridade, compreensão e sentido de ajuda, entusiasmo e iniciativa, confiança em si mesmo, tenacidade, domínio de si mesmo, estabilidade, equilíbrio e esforço permanente para aperfeiçoamento pessoal. 


22) Ter capacidade de inovarBuscar situações novas, reformar sistemas e métodos de trabalho, conservar permanente disposição para inovar - esses desafios geram motivação, reanimando as equipes e oxigenando as estruturas. A capacidade de inovar depende de como o profissional enxerga o seu dia a dia. Mesmo que esteja satisfeito com as coisas, deve sempre procurar aperfeiçoar as atividades. Ou seja, sugere-se colocar o trabalho sob uma ótica de inquietação. Mais uma vez, Zaratustra é um bom conselheiro: “Novos caminhos sigo, uma nova fala me empolga: como todos os criadores, cansei-me das velhas línguas. Não quer mais, o meu espírito, caminhar com solas gastas.”


23) Comprometer-se com resultadosO planejamento eficaz é aquele que se volta para resultados. Qual é a finalidade do programa, em que tempo serão alcançados os resultados, quais os meios necessários para se alcançar as metas? Essa é a pauta da preocupação rotineira de quem quer ter satisfação com o que faz. A pessoa, na verdade, colhe o que semeia. E se alguém não impõe a si mesmo algumas metas e resultados, não se sente motivado a alcançá-las.


24) Defender a reputaçãoA identidade de uma pessoa é a soma de suas qualidades e defeitos. E a respeitabilidade de uma pessoa é a sombra de sua reputação. Por isso, quem deseja ser respeitado precisa zelar por sua reputação. O escritor espanhol Quevedo y Vilegas cunhou este pensamento: “Aquele que troca a reputação pelos negócios perde os negócios e a reputação.”


25) Criar fatos, gerar ideiasAs atitudes e os comportamentos distinguem as pessoas. Os líderes são aqueles que tomam a iniciativa, energizam os ambientes, criam as condições de mobilização. São tipos proativos que não ficam esperando as coisas acontecerem. Já os reativos só agem em respostas a estímulos. A História registra o sucesso de todos aqulese que abriram horizontes, descortinando oportunidades, distinguindo cenários. Por isso mesmo não se deve esperar pelos fatos, é preciso - se for necessário - criá-los. O estrategista é aquele que gera alternativas diferentes. 


26) Conter as emoções radicaisA emoção é necessária, sem ela uma pessoa se transforma numa parede fria. Mas as emoções violentas precisam ser controladas. Como ensina o cardeal Mazarino, em seu Breviário dos Políticos: “Evita te exaltares muito rapidamente com alguém porque em muitos casos de darás conta de que te confundiste através de falsos relatos. Mas se nesse entretempo tu deixaste levar pela cólera, os erros recairão sobre ti”.


27) Preservar a verdade


28) Desconfiar do elogia fácil


29) Ter capacidade de argumentaçãoNão adianta apenas dizer. Em muitas oportunidades, há de se demonstrar o que se diz. E a boa argumentação se vale de provas absolutas, rigorosas, situadas no campo do conhecimento apresentado. Portanto, argumentar é o dom de convencer os interlocutores, com motivos e razões. Passar do particular ao geral pode ser uma boa tática, assim como dar exemplos, precedentes e ilustrações. E entre as técnicas da boa argumentação, apontam-se: a indução, a explicação, a dedução, a relação causa-efeito, a analogia e a metáfora, a hipótese, a alternativa e o dilema, a dialética e o paradoxo.



30) Procurar buscar a felicidade


As tarefas cotidianas levam as pessoas a desleixar a respeito de aspectos fundamentais da vida, como o lazer, a busca do prazer sadio, a busca do convívio. Que adianta viver apenas para o trabalho, para os negócios, de acordo com uma visão essencialmente materialista e utilitarista? A felicidade é o maior sonho de consumo do ser humano. Urge encontrá-la.

domingo, 8 de setembro de 2013

De volta

Mais de um ano depois de abandonar o blog, estou de volta! Sem um plano para ele, sem ideia do que escrever, mas ainda muito apaixonada por este universo que até hoje eu acompanho (confesso meu péssimo gosto virtual: blogs de moda estavam sendo minha principal parada...rs).

Neste tempo que fiquei longe do meu "diário virtual" (nossa, como esse termo já ficou obsoleto!) tanta coisa aconteceu. Menos uma, claro: eu me casar (ai, que não resisto à piada!...rs). Minhas sobrinhas entraram na escola, eu fiz uma campanha inteirinha, consegui o emprego dos sonhos (pena que tem data para acabar...), viajei para Buenos Aires com o Rodrigo, aprendi sobre a inconstância da vida...Deu vontade de retornar aqui para escrever um pouco sobre tudo isso.

Vamos ver se consigo cumprir a promessa. E vamos ver se ainda tem alguém me vendo por aqui ;)