sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz 2012!



Foi-se embora mais um ano, 12 meses, mais de 300 dias em que pagamos contas e procuramos lugar para estacionar. Um ano a mais de experiências vividas, uma ano a menos de juventude. Um ano a mais de filmes que gostamos, trabalhos que nos frustaram e pessoas com quem convivemos menos do que gostaríamos. Tempo consumido em chopes, estradas, telefonemas, suor, tevê e cama. Você envelheceu ou cresceu este ano?
Envelhecemos sentados no sofá, envelhecemos ao viciar-nos na rotina, envelhecemos criando os filhos da mesma forma como fomos criados, sem levar em conta algumas novas necessidades, outras formas de ser feliz. Envelhecemos passando creme antirrugas no rosto antes de dormir, envelhecemos malhando numa academia, envelhecemos nos queixando da tarifa do condomínio e achando que todo mundo é estúpido, menos nós. Envelhecemos porque envelhecer é mais fácil do que crescer.

Crescer requer esforço mental. Obriga a tomadas de consciência. Exige mudanças. Crescer á a antirrepetição de ideias, é a predisposição para o deslumbramento, é assumir as responsabilidades por todos os nossos atos, os bem pensados e os insanos. Crescer dá uma fisgada diária no peito, embrulha o estômago, tem efeitos colaterais. Machuca.

Envelhecer não machuca. Envelhecer é manso, sereno. Envelhecer é uma apatia, um não-desempenho, um deixa pra lá, vamos ver o que acontece. O que acontece é que você fica mais velho e se considerando tão sábio quanto era anos atrás, anos que passaram iguais, sabedoria que não se renovou.

Crescer custa, demora, esfola, mas compensa. É uma vitória secreta, sem testemunhas. O adversário somos nós mesmos, e o prêmio é o tempo a nosso favor. Feliz ano-novo!

(Martha Medeiros - penso eu...rs)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Balanço 2011



Fim de ano é tempo de...rever o que foi bom ou ruim e traçar metas para o futuro! E 2011 foi um ano bastante peculiar, porque convivi com a felicidade extrema e o estresse enlouquecedor. Como é isso? Nem eu sei explicar direito. A felicidade extrema com certeza veio do Rodrigo, da minha família e dos amigos. Esse ano nasceu a minha afilhada Isabella e a Ana Laura cresceu. Foi um ano de muitas brincadeiras, brinquedos, festas e sorrisos. A carinha linda da Isasbella na maternidade e o aniversário maravilhoso da Ana Laura para mim foram os pontos fortes do ano, assim como os batizados de ambas.

Esse também foi o ano em que fizemos a festa de 5 anos de formados da turma. E é sempre bom reencontrar os velhos amigos, de uma turma com quem me identifiquei tanto e que me trouxe tantas alegrias ao longo de quatro anos de faculdade. E no mesmo dia da festa também comemorei 5 anos ao lado do Rodrigo, esse lindo sempre tão carinhoso e companheiro, que me diverte quando ri das mesmas piadas do Chaves, que me faz ponderar e agir com a cabeça, que me apoia até mesmo a viajar para longe sem ele, só para me ver feliz. E tem como não amar? (rs).

A viagem, aliás, foi uma das boas surpresas do meu ano. Mais do que a viagem em si, o que me deixou feliz foi o fato de eu ter aceitado o desafio que me impus e ainda receber o apoio do Rodrigo. Adorei perceber que posso ser independente e fazer as coisas que eu gosto mesmo quando não consigo companhia. Realmente não pensava que fosse capaz de fazer uma viagem sozinha para fora do país. Mas foi perfeito, fiz tudo que queria, aproveitei - mas também senti muita saudade. O que prova que essa ideia de morar fora do país, que eu sempre tive, está definitivamente eliminada da minha vida...rs.

Mas esse ano também foi de muito, muito estresse. Não sei porque mas em 2011 usei lente de aumento para os defeitos de todo mundo. E muita gente me pareceu mais egoísta, folgada e sem noção que o normal. Então entre os projetos para 2012 está regular os meus "óculos" da vida, para enxergar as pessoas como realmente elas são: egoístas, folgadas e sem noção, sim, mas também com muitas qualidades. Meu projeto para 2012 é ter paciência, muita paciência, para lidar com as pessoas, porque apesar de tudo elas são o que de melhor há na vida. Vou virar o ano vestida de azul, na esperança de que isso me ajude a ter mais tranquilidade, serenidade e equilíbrio.

E em 2012 quero muito, mas muito mesmo, voltar a estudar. Nem que seja latim, turco ou técnicas de arrumação de casa (rs).

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Viagem Espanha-Itália


Obviamente que eu não deixaria de relatar aqui – neste blog tão querido quanto abandonado – a minha viagem à Espanha com uma breve passagem pela Itália. Só não fiz isso antes porque, depois de ter descansado e me decidido a escrever, descobri que o meu laptop foi atacado por formigas atômicas, logo depois de ter mandado dedetizar minha casa. Que abuso!

Viajei no dia 8 de novembro, e em geral o voo até Madri foi bem tranquilo. Assustador mesmo foi só o pedaço em que o avião passou por uma turbulência tão forte que o avião pendeu para os dois lados, e uma espanhola no voo gritou por uns dois minutos “Madre de Dios! Madre de Dios”. Claro que depois disso pegar os outros seis aviões da viagem (!) não seria mais a mesma coisa...rs.

Cheguei em Madri no dia seguinte, bem no feriado de Santa Albudena (algo assim). Ou seja, a cidade estava um deserto. Com isso acabei tendo a impressão de que Madri era um pouco triste, ainda mais porque o país está no outono. Mas foi só a primeira impressão.

Chegando no hotel, o que descubro? Que minha bagagem havia sido extraviada. Pensei em culpar a Gol por isso, mas não por ser uma empresa brasileira. É que entre uma escala e outra, houve pouco tempo para mudar de avião. Daí...Fiquei preocupada, porque essas viagens a gente acaba fazendo com o dinheirinho meio contado (rs). E se eu tivesse que comprar roupas, teria de deixar de gastar em várias outras coisas legais. Fiquei levemente tensa, mas como estava em clima de viagem decidir não me preocupar tanto e passear pela cidade.

Foi muito fácil a minha estadia em Madri, porque escolhi um hotel super bem localizado. Eu estava perto da Estação Príncipe Pio, ao lado do centro histórico e em frente ao Palácio Real. Do meu hotel eu ainda pegava um ônibus que me deixava simplesmente na porta da Estação de Atocha, que tem os trens para os arredores de Madrid. Se algum dia forem passear na Espanha anotem a dica: Hotel Príncipe Pio. O atendimento também é maravilhoso, um dia até me emprestaram um guarda-chuva para eu passear (rs).

No segundo dia, antes mesmo da minha mala chegar, decidi comprar uma passagem daqueles ônibus turísticos. Fui contra a regra eduardiana de passeio barato, mas acho que valeu a pena (rs). Esses ônibus deixam a gente nos principais destinos turísticos, o que facilita muito. A gente não precisa se preocupar em procurar as atrações, e o ônibus passa de dez em dez minutos. Os inconvenientes são o preço – 24 euros por dois dias -, o fato de demorar a começar a passar (o primeiro só passou por volta das 11 horas onde eu estava) e de terminar cedo (por volta de 19 horas na baixa temporada). Mas acho que as vantagens compensam os incovenientes.

No primeiro dia visitei o Museu de La Reina Sofia, com o propósito mais específico de ver Guernica, de Picasso. Realmente um quadro impressionante. Mas o acervo é do museu é basicamente de arte contemporânea, coisa que, por mais que eu me esforce, eu não consigo gostar muito (queria taaaanto não ser assim...rs). Aí rapidinho eu peguei outro ônibus rumo ao Museu do Prado. Ali sim, um lugar onde eu até poderia morar lá dentro. Quadros lindos, que estão no meu livro de arte preferido – um resumão de tudo, bem ilustrado. Gostei especialmente dos quadros do El Greco, que parecem emanar luz! Sério, eu vi o quadro e fiquei procurando um tempão qual era a lâmpada que jogava luz nele, até perceber que era do próprio quadro! Fiquei encantada. Depois do museu fui ao Jardim Botânico Real. Embora seja lindo, tudo que eu posso dizer é que eu já fui ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Portanto...rs.

No dia seguinte, depois de comer chocolate quente com churros (minha refeição de todas as horas, como minha pele denunciaria mais tarde), fui visitar o interior do Palácio Real. Por fora eu não dava nada para o Palácio, que é relativamente simples e cinzento. Mas por dentro ele é absolutamente lindo e rico. Só fiquei com raiva de uma coisa: dos 2,5 mil aposentos do Palácio, os turistas só podem visitar 50! Aff, que miséria (rs).

Depois peguei o ônibus rumo à Praça Mayor. E andando pra lá, andando pra cá, o que descubro? Que está do lado do meu hotel (rs). De lá fui para o bairro de Salamanca, mas de interessante só vi algumas lembrancinhas. Terminei o passeio no Templo de Debod, que é um lugar super zen, que convida a relaxar.

À noite fui ao Teatro Real assistir a ópera Pélleas et Mélindase. Meu sonho era assistir uma ópera, mas depois da experiência estou pensando em rever se gosto mesmo disso. Foi uma ópera chata até o último grau, a ponto de pela primeira vez na vida eu sentir vontade de abandonar o espetáculo no meio! A ópera era meio conceitual, tudo em preto e branco, com atores que nem se encostavam...Ah, não dô conta disso não...rs. As pessoas podiam parar de querer ser tão conceituais..hehee.

No dia seguinte peguei um ônibus para a Estação de Atocha para viajar para Toledo, a 90 quilômetros de Madri. De trem não foram mais que 50 minutos. Toledo é uma cidade linda, daquele estilo medieval que eu adoro. Nunca superei as histórias das princesas da Disney na minha vida..hehe. Fiquei passeando por lá a tarde toda, descobrindo todos os cantinhos dela (porque eu não tinha um guia que me dissesse onde ir). A experiência de encontrar tudo assim foi ótima, mas no fim eu descobri um museu de El Greco e fiquei revoltada porque estava na hora de ir embora (comprei a passagem de volta com antecedência).

Nesse dia, ao voltar para o hotel, me deu um pouco de banzo...Mal sabia que a saudade do Rodrigo ia vir com toda força, e se instalar até o fim da viagem! (rs). Mas nada que me atrapalhasse a aproveitar os passeios, até porque já estava mesmo por lá e a Espanha é um lugar realmente lindo. Além disso fui super bem recepcionada pelos espanhóis, apesar do receio de ser maltratada. Nos meus 15 dias ninguém foi mal educado comigo, todo mundo me ajudou quando precisei e ainda por cima falei português o tempo todo, sem ninguém para se indignar comigo. Bom, né?

No outro dia viajei para Alcalá de Henares, a terra natal de Miguel de Cervantes. Viajar não é bem a palavra, porque a cidade é tipo a Trindade de Goiânia (rs). No início me deu um certo desespero porque estava tudo fechado, a cidade me pareceu feia e eu não tinha nenhuma informação. Quando já estava pegando o rumo de volta achei um balcão de informações turísticas e aí sim comecei o passeio. O centro da cidade é lindo, e ainda estava tendo uma corrida. Visitei a casa de Miguel de Cervantes, uma universidade famosa – que concede o prêmio Miguel de Cervantes – e um teatro, além de ficar andando pra lá e pra cá.

Na segunda-feira peguei o avião de novo, dessa vez para ir para Milão. A Itália não tinha absolutamente nada a ver com o passeio, mas quando a gente está na Europa tudo é tão fácil (rs). Inventei uma desculpa para mim mesma de que ir ao Teatro Scala era o sonho da minha vida, e embarquei. Achei a cidade linda, e mais uma vez fiquei super bem localizada, bem pertinho do Duomo. O Duomo aliás é lindo, mas foi invadido por vendedores do estilo dos do Pelourinho. Irritante. Contra minha vontade aprendi a ser grosseira, porque senão eu estaria perdida!


Em Milão conheci o Duomo, o Teatro Scala, a Galeria Vitorio Emanuele, o Palácio Real e o Castelo Sforzesco. No Palácio Real estava acontecendo uma exposição ótima de uma artista barroca chamada Artemísia. Entrei por engano, achando que estava comprando o ingresso para conhecer o Palácio – que, por acaso, podia ser visitado de graça...rs. Mas tudo bem, a exposição era boa mesmo.

À noite fui ao Teatro Scala ver o concerto de Anja Harteros, e foi simplesmente lindo. O teatro é maravilhoso, eu fiquei mega bem localizada – sozinha, numa espécie de camarote – e a voz da cantora era tudo! Deu até vontade de chorar...Ainda bem que compensou um pouco a má experiência com a ópera.

Apesar de não falar italiano, inglês, niente, até que me saí bem em Milão. Além de usar bem a linguagem dos sinais, nas situações mais difíceis usei o Google Tradutor ou o Google Eduardo (rs). Para resolver o problema do meu ingresso do Scala – que chegou em casa quando eu estava viajando -, usei a tradução do Eduardo, anotei no papel e dei para o cara ler. Simples, né?

Na viagem a Milão aproveitei para tirar o escorpião do bolso – não sei porque as pessoas amam usar essa expressão para mim! – e comprei bons presentinhos para mimar o Rodrigo, porque ele merece. Afinal de contas me “deixa” viajar sozinha, e ainda dá o maior apoio. Tem como não amar?

De Milão fui para Barcelona, a cidade que mais bombou no meu Facebook. Queria dizer a vocês que foi minha cidade preferida, mas não foi...rs. Quer dizer, eu gostei muito de lá, muito mesmo, ela é linda, mas é tão, tão moderna. E gosto tanto de velharia! (rs). Mas Barcelona tem Gaudí, o que deixa tudo realmente muito bonito. Quanta coisa linda ele fez! Não só a Sagrada Família – que falta tanto para terminar -, mas o Parque Güel, que beleza de lugar.

Fiquei em um albergue ótimo indicado pelo Eduardo, o Garden House. O pessoal é atencioso, é fácil enturmar com as pessoas – embora esse não seja o meu forte. Fiquei num quarto com mais dois rapazes (disso eu não gostei muito, por mais que eles fossem educados e nem roncassem). Lá eu conheci um moço dos EUA e uma menina da República Tcheca (acho que os dois estavam flertando). Como não falo inglês (que vergonha, que vergonha...), a gente acabou se comunicando pelo Google Tradutor. Ta vendo, não preciso mais estudar..hehe.

Tudo bem, esse relato está enorme. Vou encurtar. Também comprei passagem de ônibus turístico e conheci a Praça da Espanha, onde tem a estrutura dos Jogos Olímpicos de 1992 e uma bela visão da cidade. Peguei o teleférico – monga que sou só comprei a ida, imaginando de certo que na volta eu ia pular lá de cima – e terminei o passeio em Las Pedreras, de Gaudí. No outro dia passeei na Rambla, depois de ir ao Parque Güel, e andei nas Golondrinas (aquele barquinho de turista também). Confesso: sou turista bem padrão. Eu penso assim: se começou a atrair turista é porque era o que de melhor tinha na cidade. E eu não vou conhecer o que tinha de melhor na cidade? Não, eu não consigo resistir (rs).

No dia seguinte fui de volta a Madri, e confesso que passei o dia inteiro dormindo, depois de encher a banheira, derramar dois potes de sabão lá dentro e morgar por uma hora mais ou menos. Isso sim são férias (rs). No domingo enfrentei a chuva e viajei para Segóvia, também cheia de castelos medievais. Como a cidade era pequena, o passeio foi até rápido. O restante da viagem foi em ritmo lento, então nem vou contar mais. Aliás, alguém além de mim chegou até aqui? (rs). Sabem como é que é, além de contar a vocês eu também uso esse espaço para guardar as coisas de recordação (rs).

Resumo da ópera: a viagem foi realmente perfeita, aproveitei bastante e ainda aumentei minha autoestima. Primeiro não sei porque, mas os europeus me acharam bonita (rs), depois porque provei a mim mesma que sou capaz de sobreviver sozinha numa viagem, mesmo sendo ruim de mapa e um zero à esquerda em outras línguas. Foi muito bom descobrir minha coragem e minha independência, e saber que minha cara de amigável pode ter muitas utilidades além de atrair doidos (rs).

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Para ouvir

Nasci velha, fiquei só um pouco mais moderna na faculdade e agora estou ficando velha de novo. Por volta dos 10 anos de idade comecei a estudar música clássica, por causa das minhas aulas de flauta. Meu professor achava que eu tinha talento, eu me lembro. Na faculdade conheci coisas novas que me atraíram, e passei a não ter vergonha de gostar de coisas pops e bregas (rs). Agora acho que me deu uma saudadezinha dos tempos de pré-adolescência, e estou gostando cada vez mais de ópera. Ópera pop, de preferência (rs). Só espero não estar cometendo o sacrilégio de chamar de ópera o que não é exatamente ópera (rs). Mesmo assim segue uma pequena seleção de deliciosas obviedades para ouvir:


Luciano Pavarotti interpretando La Donna è Móbile (quem não fica com vontade de acompanhar?)

Essa é uma ária do Mozart, que me foi apresentada na infância pelo Edson Cordeiro..heheh


Fred Mercury e Montserrat


Andrea Bocelli e Sarah Brightman. Que beleuza!

Callas

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sonho


Eis a hora em que a gente esquece tudo para ser feliz!


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Último grau do estresse

Alguém tem uma boa dica para combater o estresse? Já tentei melhorar a alimentação, ver filme, ler livros zens e a revista "Bons Fluidos", dormir até mais tarde, tomar remédio natural, caprichar no suco de maracujá, beber vinho...E nada. Brincar com minhas sobrinhas tem efeito momentâneo (o que, aliás, é muuuito bom), mas basta elas irem embora para o meu estresse voltar. Acho importante saber lidar com o estresse, o que é mais fácil que acabar com ele, mas....nem pensar assim funciona.

De qualquer forma, continuo minha busca pelo remédio que vai me fazer voltar a ficar calminha, calminha (rs).

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Duas vezes na fila do egoísmo

Empatia. Taí uma coisa que tenho de sobra. Consigo entender as necessidades dos outros, os sentimentos bons e ruins. Só não consigo entender o egoísta ao extremo. Claro que tenho meus momentos egoístas, quem não quer ter tudo? Mas uma hora, um segundo só que seja, é preciso pensar no próximo. Se não for por generosidade, que seja pensando que talvez você vai precisar daquela pessoa. Uma lição que aprendi cedo é que o mundo dá voltas, muitas voltas. Hoje eu posso ser uma faxineira, amanhã eu posso ser presidente da empresa que você trabalha. Hoje eu posso precisar de um real, amanhã você pode precisar da minha medula óssea. Estou sendo um pouco dramática pra deixar o texto mais sentimental (rs), mas a verdade é bem essa. Eu não tenho coragem de recusar um favor por vingança, mas pense bem: tem muita gente que não vê a hora de fazer isso. Então, por favor, se você não sabe o que é generosidade, saiba o que é raciocínio lógico. O pior é que escrevo esse texto sabendo que meus amigos são pessoas do bem, e quem realmente precisa ler isso não lerá. E se ler não vai fazer a menor diferença, porque é egoísta mesmo. Odeio os egoístas. E eu precisava desabafar. Obrigada pela atenção.

domingo, 31 de julho de 2011

Mais um pouquinho

Como prometi, segue mais uma listinha dos livros preferidos

- O Anjo pornográfico (Ruy Castro): Ajuda a entender um pouco da personalidade de Nelson Rodrigues. A parte mais impactante da biografia é quando uma mulher entra na redação para matar o pai de Nelson Rodrigues mas, como ele não estava, mata o irmão dele. Hein? Mundo cão
- Meu destino é pecar (Nelson Rodrigues): Com tantas peças maravilhosas de Nélson Rodrigues eu tinha de escolher justo um folhetim? Pois é. Esse é do tipo imperdível, cheio de reviravoltas. Tanto que já se tornou parte do folclore da nossa turma a cena da Lorena lendo esse livro no bar. Só eu, que já havia lido "numa sentada só", compreendi.
- O Chanceler de Ferro: Era um dos livros preferidos da minha avó. Conta a história de um homem poderoso, feiticeiro e corrupto, lá na época dos faraós.
- A Estrela Sobe (Marques Rebelo): Esse eu comprei por R$ 1 no sebo e conta a história de uma aspirante a cantora, no melhor estilo "faz tudo para subir na vida". Mundo cão
- Olga (Fernando Moraes): Só posso dizer que é 7 mil vezes melhor que o filme
- Chatô, o Rei do Brasil (Fernando Moraes): Li pouco antes de entrar na faculdade de Jornalismo. Devia ter me servido de aviso (rs). O Jornalismo como ele realmente é está aí.
- Marcelino Pão e Vinho: Esse é lindo, com sabor de infância. Ganhei da minha mãezinha
- O Crime do Padre Amaro (Eça de Queiroz): mundo cão religioso (rs). Aliás, qualquer livro do Eça de Queiroz é ótimo. Uma das poucas coisas boas que nos obrigam a ler no Ensino Médio.
- Incidente em Antares (Érico Veríssimo): Livro crítico e engraçado sobre a "revolta dos mortos" que não foram enterrados.
- Na Praia (Ian Mcewan): linda história de amor frustrado. Como alguém consegue escrever uma história romântica com final infeliz? Só ele e Shakespeare..heheh
- A Festa do Bode (Mario Vargas Llosa): Sabe livro deprê? É esse. Mas é ótimo ao mesmo tempo.Só acho que tem de ter estômago forte. O meu é meio fraco, mas resisti até o final porque é bom mesmo. A pior parte é saber que é baseado em fatos reais.

sábado, 25 de junho de 2011

Livros preferidos

Mesmo correndo o risco de esquecer alguns, vou listar aqui os livros que mais amei na vida. Me sinto praticamente na obrigação de indicá-los aos amigos. E a recíproca também é muito bem-vinda! Então vamos lá:

Paris é uma Festa (Ernest Hemingway): O engraçado é que tentei lê-lo uma vez, odiei e devolvi para biblioteca. Depois uma personagem da novela do Manuel Carlos comentou sobre o livro e resolvi dar uma segunda chance. Foi perfeito. É poético, biográfico e narra um pouco da história dos escritores que viviam na Paris dos anos 20.
A Flor da Inglaterra (George Orwell): Esse é da lista das minhas leituras mais recentes. É sobre um homem que tenta resistir à vida pequeno-burguesa, mas aos poucos percebe que é praticamente impossível. Me conquistou pelo mau-humor engraçado e pela discussão “filosófica”
Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Márquez): Faz parte da lista de muita gente, então dispensa explicações
Os Cadernos de Don Rigoberto (Mario Vargas Llosa): Foi o primeiro que li do autor e foi diferente de tudo que eu havia lido até então. Sinceramente não sei explicar o livro, bom mesmo é ler e se deliciar
Anna Karenina (Tolstói): Gostei nem tanto pela história, mas pela maneira minuciosa com que o autor descreve os personagens. Parece até que lê mentes!
História da Arte: Não é literatura, mas me deixou feliz por um bom tempo (o livro tem umas 600 páginas, bem ilustradas). Para quem gosta de história da arte é um prato cheio
Capitães da Areia (Jorge Amado): Esse eu li em um daqueles momentos raros em que os professores do Ensino Fundamental te pedem para ler alguma coisa interessante. Depois desse li vários livros do Jorge Amado, e durante muitos anos ele foi meu autor preferido
As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley): Confesso que eu amooooo a sequência. Porque mistura amor, religião, intrigas palacianas e, principalmente, magia
A Mulher do Próximo (Gay Talese): esse livro é perigoso para pessoas altamente influenciáveis. Felizmente eu sou resistente (rs)
As Intermitências da Morte (José Saramago): Foi o livro que me abriu as portas para o autor. Acho simplesmente perfeito que Saramago, mesmo sendo um escritor pessimista (pelo menos eu acho), conseguiu fazer uma história linda, inteligente e essencial!
Um adivinho me disse (Tiziano Terzani): Esse foi indicação da Ana. É tipo um diário de viagem ao estilo Comer, Rezar, Amar. A diferença é que é bem escrito, inteligente e com aquele delicioso mau-humor que diverte a gente.
Ilusões Perdidas (Balzac): É um livro sobre um aspirante a literatura que acaba virando crítico de teatro. O título já diz tudo. Ótimo.
O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde): Pela discussão filosófica e, principalmente, pelos aforismos.
Paulo e Estevão: Livro lindo da literatura espírita. Sabe aqueles que fazem bem ao coração? Pois é.
Conhecimento do Inferno (Antonio Lobo Antunes): Esse, ao contrário de Paulo e Estevão, faz mal ao coração. Mas te deixa pensando por um bom tempo. Gosto disso também.
Conversa na Sicília (Elio Vittorini): Muita gente ganhou esse livro da entrega do Prêmio Samambaia. Por ser tão acessível (rs), achava que era um livro ruim. Mas não é.


A lista não acabou...O que acabou foi meu tempo. Volto em breve!...rs

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Inferno astral, cidadania e aniversário

Eu quase tive a impressão de que passaria pelo inferno astral pré-aniversário, mas já estou desconfiando que este ano ele se esqueceu de mim. Pois não é que meu primo encontrou a papelada para eu tirar minha cidadania italiana?! Era tudo que eu queria!!! Agora só espero que o Cesare Battisti não tenha atrapalhado meus planos. ;)

No mais...30 anos na quarta-feira. Queria comemorar com pompa, mas graças a um pedido de Ano Novo estranho (pedi muuuito trabalho!...rs), não poderei. Mas espero compensar com algo que desejo há muito tempo: que minha mãe faça leite de onça para eu tomar o dia todo!!! ;)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mudanças

Então é isso. Estou cansada, mas feliz. Saindo da zona de conforto, como bem definiu minha irmã. E agora sim, com zilhares de planos para o futuro.

Ah! E começando a assistir The Tudors e a ler Mil Dias na Toscana. Porque eu não posso viver sem essas coisas, né? Deus me livre e guarde de ficar sem livros e filmes de novo!!!

domingo, 24 de abril de 2011

Confesso

Eu tento falar de política, ler Dostoievski, aprender francês, saber a quantas anda a cotação do dólar, acompanhar as notícias do Le Monde...Mas no íntimo o que quero mesmo é saber as últimas notícias do casamento Kate Middleton com o príncipe William. É tão romântico! E eu sou tão mulherzinha!...rs.



domingo, 3 de abril de 2011

As preferidas

Eu realmente não aprendi a ter ídolos nesta vida (minha mãe sempre teve horror de "macaca de auditório", como ela mesma dizia). Mas há mulheres a quem eu admiro por motivos diversos. Uma delas é a Carla Bruni. Tudo começou porque gostei imensamente das músicas do primeiro CD, que são lindas e francesas (esse último quesito já ajuda 80%...rs). Depois eu descobri que ela era uma modelo super famosa e que falava várias línguas. E acho lindo uma mulher bonita, inteligente e que canta bem. Bem, ela com certeza é minha preferida. E foi por inspirada nela que comecei a ter aulas de violão.




Em seguida vem a Marion Cotillard. Primeiro porque ela fez a Edith Piaf mais perfeita que alguém poderia fazer. E depois descobri que ela era linda e francesa...rs (no filme da Piaf só dá para perceber que ela é francesa...rs). Mas o que gosto nela é o estilo sofisticado, delicado e super feminino. E porque ela é uma atriz perfeita em qualquer situação.


Em terceiro lugar está a Diane Lane, que fez um filme que eu adoro que se chama Sob o Sol de Toscana. Depois assisti vários filmes m que ela aparece sempre muito feminina, charmosa e sensual na medida certa (bom, na que eu acho certa..rs). Além disso, ela já está com seus 40 ou 50 e todos (rs) e continua maravilhosa.





Eu também gosto muito da Sienna Miller. Por três motivos: esse cabelo que ela usou em Alfie, pelas roupas casuais e o mais importante: ela foi casada com o Jude Law.




E a Megan Fox que...bom, não tem tantas qualidades assim, mas é a mais bonita.




segunda-feira, 14 de março de 2011

Um dia, três alegrias


Primeira foto: Isabella, 3.6 kg e 49 cm de muita fofura. Ai, gente, esse negócio de ser titia é bom demais!!! Não vejo a hora dela crescer pra brincar com a Ana Laura!

Segunda foto: Festa de 5 anos de formatura. Ótimo rever os amigos da faculdade, dançar até falar chega e mais uma vez ter de ser expulsa! (Desculpa aí, galera, eu não ter lido o contrato..hehe)

Terceira foto: Comemoração dos 5 anos de namoro com o Rodrigo. Esse ano a turma patrocinou, mas no ano que vem será meu irmão...hehehe. Te amo muito, lindinho!

terça-feira, 8 de março de 2011

Equilíbrio da relação


Às pessoas que assistem de fora uma relação amorosa e sentem aquele ímpeto de “ajudar” dando palpites, recomendo que assistam Uma Rua Chamada Pecado. Tirando alguns exageros que não se pode mesmo tolerar, o filme fala de como uma influência externa pode acabar com o equilíbrio de uma relação. Funciona mais o menos assim: a pessoa está feliz, mas o amado tem lá seus defeitos. Aí uma pessoa de fora chega para “abrir” os olhos dela para esses defeitos. E a partir de então o casal começa a ser infeliz porque a mulher passa a rejeitar o amado. Super recomendo o filme. De uma certa forma acho que é preciso ficar atenta ao equilíbrio, mas jamais ser cega. Eu sei que é difícil, mas pessoas com autoconfiança e que têm as rédeas da própria vida costumam conseguir. Entãoooo...fica a dica.
ps: Como é sempre bom ressaltar, nenhum amigo (que me lembre) fez isso comigo algum dia. Até porque o Rodrigo é perfeito, néeeee?...hehehe. Mas sempre quis tratar desse tema aqui.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Planos

O plano A não deu certo.

Mas eu tenho o plano B.

Perder a empolgação, jamais.

;)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Perto dos 30

Me aproximando dos 30 anos (que pretendo comemorar com pompa e glória), eu queria:

- Fazer ioga;
- Comprar um apartamento;
- Tirar um ano sabático;
- Ter independência TOTAL;
- Arrumar a mesa para comer;
- Enfeitar a casa;
- Aprender artesanato;
- Cobrar dívidas antigas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

O inferno são os outros...mesmo!

Erika em Pires do Rio = blog atualizado. Ainda mais porque acabei de assistir Julie and Julia. E sempre que vejo ou leio algo parecido fico com vontade de transformar meu blog em algo realmente decente, com propósito de vida. Mas ao mesmo tempo eu amo esse estilo “diário”, porque de vez em quando tiro um tempo para ler tudo e só assim percebo que minha vida é muito mais dinâmica do que parece.

Eu só queria mesmo era ter mais disciplina. Já pensei em tantos assuntos para abordar aqui. Por exemplo, eu parei de me perguntar por que eu sou assim para me perguntar por que as pessoas são assim (rs). Sério, uma mudança e tanto. Olho para as pessoas mal-humoradas, grosseiras e que só pensam em subir na vida e penso: meu Deus, será que em nenhum momento elas param e pensam que podiam se esforçar para serem melhores? Eu penso muito, o tempo todo, que tenho algo a fazer para melhorar. E realmente me esforço, de verdade. Daí eu penso: por que as pessoas não podem ser assim?

Reconheço que isso tem um pouco de "rabugice" – e juro que já estou pensando no que vou fazer para deixar de reparar tanto nos defeitos dos outros. Por que eu também sofro em não conseguir entender as pessoas e ter que conviver com elas. Eu queria olhar para alguém que se conformou em ser insuportável e não me deixar afetar com isso. Mas eu não consigo! Eu reparo. E enlouqueço! E me lembro que Sartre tinha mesmo razão: o inferno são os outros.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Início de ano


Estou louca para atualizar melhor o blog, mas como estou no online estou com preguiça de ficar online fora do horário de trabalho. Entenderam?..rs. Mas assim que eu terminar minha passagem por lá (aliás, estou adorando!), eu volto a escrever por aqui. Só vou deixar essas imagens que já traduzem o quanto o ano começou legal.

domingo, 2 de janeiro de 2011

2011

E 2011 promete! Começou lindo, ao lado do meu amor, da minha amiga e da minha família. Quer coisa melhor? E ainda dizem que esse será o ano das mulheres. Um brinde! ;)