terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Que venha - e seja gentil


E porque as forças para aguentar o ano do cavalo estão se acabando, decidi voltar ao calendário cristão e decretar que no dia 1º de janeiro já me sentirei em um ano totalmente novo. Embora tenha sido a tradição chinesa a melhor a descrever esse terremoto-tsunami-vulcão-tempestade chamado 2014, simplesmente não tenho condições psíquicas para esperar pelo dia 19 de fevereiro (dia do início do ano novo chinês e do aniversário do Rodrigo, diga-se de passagem).

Tenho plena consciência de que o parágrafo anterior nada mais é do que uma ilusão de que eu detenho o controle de algo. Sei disso, mas será que podemos ir devagar nos aprendizados deste ano? Grata. Prometo continuar a busca de coração aberto e um dia vou chegar lá.

Nesta virada de ano vou quebrar uma tradição que me acompanha há anos, que é de fazer a lista de todos os meus projetos. Primeiro porque este ano não conquistei nenhum item da minha lista. E segundo porque conquistei coisas muito, mas muito mais importantes do que eu poderia ter planejado (dentre as publicáveis: meu novo trabalho, meu diploma da UERJ - 8 anos de espera! -, a terapia, a yoga e uma viagem que foi o oásis no meio do deserto).

Com meu empenho habitual e um pouco mais de generosidade comigo, vou adotar o lema do grande pensador contemporâneo Zeca Pagodinho: deixa a vida me levar. E que 2015 seja lindamente gentil com todos nós.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

As cores do ano novo


Apesar de toda correria, pressão pelo consumo e comilança das festas, fim de ano é uma época que me agrada muito. Vejo como uma oportunidade de recomeço, de sonhar, traçar metas, de fazer tudo ainda melhor do que antes. Claro que não deixo isso apenas para a virada, pois acredito piamente que cada dia é uma oportunidade de recomeço. Não sou do tipo que faz dieta na segunda-feira e depois joga tudo para o alto. Posso começar uma dieta na sexta-feira sem drama (dieta é um péssimo exemplo porque nem faço mais). Procrastinar não faz parte do meu vocabulário de ansiosa. Mas o fim do ano eu não sei, tem uma aura especial que me motiva ainda mais.

Confesso que fico ligeiramente supersticiosa nessa época. Sou das que usam roupa  nova, da cor com o que desejo para a vida e acho totalmente obrigatório estar ao lado do Rodrigo exatamente à meia-noite, para ter a certeza de que estaremos juntos o ano inteiro. Então vocês podem calcular o quanto estou planejando a virada de ano para me despedir deste 2014 que, vá lá, foi de muito aprendizado e blá blá blá, mas que pesou imensamente nas minhas costas e por isso não consigo evitar aquele desejo de que ele vá logo - e nunca mais volte! Para confirmar minha superstição, não sei porque cargas d´água este ano passei o réveillon de preto. De preto! Isso explica tudo (rs). Agora, mais atenta, pretendo estar inteiramente de azul. Traduzindo: paz espiritual.

O foco estará no azul, mas sabe como é...quero tudo na vida!!! Por isso depois das aulas de mandala da Lian, estou confeccionando algumas para teoricamente enfeitar o réveillon na minha casa. E o rosa do amor não pode voltar, bem como o laranja de energia, o amarelo de riqueza, o verde de equilíbrio e o violeta de inspiração. E assim 2015 vai ser supimpa!