quarta-feira, 30 de julho de 2008

Encontro de Culturas

É sempre assim. Quando faço algo legal, que me deixa muito feliz, não consigo escrever direito sobre o assunto. Dá vontade de narrar tudo que aconteceu, fico numa ansiedade imensa. Pois é exatamente o que estou sentindo agora. Queria contar direitinho como foi minha passagem pela Vila de São Jorge, onde está ocorrendo o VIII Encontro das Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Mas sinto que vou deixar muita coisa de fora....

Cheguei na vila por volta das 15 horas de sábado, já desesperada atrás de uma pauta para meu caderno. O primeiro lugar que entrei foi numa feirinha de produtos artesanais. Conversei com um índio da tribo Fulni-ô, um mestre na fabricação da rabeca, entre outros. Liguei para minha chefe e ela me tranquilizou, dizendo que eu poderia entregar a matéria no dia seguinte. Fui então procurar outros personagens interessantes - que apareciam a todo momento (o sonho de todo jornalista). Sem brincadeira, devo ter entrevistado umas vinte pessoas. E aprendi que trabalhar demais pode não ser uma boa solução, já que tive que tirar vários personagens da matéria.

No domingo, mais calma por ter conseguido juntar um bom material, fui acompanhar a programação. Adorei o encontro de três folias em frente a igreja do povoado. Foi muito bonito mesmo. Neste dia também consegui "laçar" o Sérgio Mamberti (me senti no próprio Castelo Rá-tim-bum....rs) e o Júlio Antõnio, da Guarda de Moçambique. Minha entrevista com o Sérgio foi no escuro mesmo, porque bem na hora que me sentei para falar com ele houve uma explosão e a cidade inteira ficou sem energia. O legal é que "apareceram" mais estrelas no céu e pude me dedicar a uma tarefa que adoro: esperar para ver uma estrela cadente. E eu vi!

Bem, foi na escuridão também que acompanhei um espetáculo ótimo de circo. A programação, as pessoas, as histórias que surgiram durante o encontro compensaram cada segundo da viagem. Por mim até ficaria a semana inteira por lá. Antes de ir embora visitei o Vale da Lua (foto), que fica bem pertinho do povoado. O lugar é lindo, pena que passei por lá correndo. Ah! E fiz uma pintura indígena no meu braço, que vai demorar a sair. Enfim, entrei no clima. E amei.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Vou passear...ops! Trabalhar...rs

Fui extremamente cara-de-pau e me "auto-convidei" para cobrir o VIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, em São Jorge. Viajo amanhã e só volto na segunda-feira. Espero trazer muitas novidades legais, já que o encontro promete pautas ótimas. Bem ao estilo daquelas que planejo fazer sempre! E espero que o Rodrigo me perdoe, por ter estragado nosso passeio para Pires (rs).

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A beleza da vida

Ontem, lendo o blog da Lídia, ela falava que o desejo dela como jornalista é mostrar a beleza da vida. Claro, a gente sabe que a humanidade tem vários defeitos. Diria até que é irrecuperável. Quanto a isso, apesar da pouca idade (em termos...rs), não tenho mais esperanças. Mas também existem coisas belas que merecem tanto ou mais espaço nos jornais que as denúncias, as mazelas, as tragédias, as tristezas. Acho importante que os jornalistas cumpram essa função de mostrar o que está errado, isso com certeza ajuda a mudar muita coisa que está errada. Mas se eu pudesse optar – e um dia sinto que poderei – falaria apenas de generosidade, dignidade, amor e respeito à vida. Não é difícil encontrar pautas assim....

Por que tirei a sorte grande

- Ele faz cara de cachorro que caiu da mudança para conseguir as coisas;
- Me beija antes de dormir;
- Me incentiva a progredir;
- Faz de tudo para ficarmos juntos todos os dias;
- Arruma a casa e faz um arroz gostoso;
- Ri das piadas dos Chaves até hoje;
- Bate longos e saborosos papos comigo;
- Prefere ir para Pires do Rio na minha companhia;
- Compra meu lanche quando estou apertada no serviço;
- Às vezes se esforça para não me mimar. Ele acha que assim vai me consertar (rs);
- É inteligente, articulado, gentil e está cada dia mais sexy;
- Ele traduz para mim as músicas em inglês;
- Sobre as outras qualidades...prefiro não comentar!..hehehee.

domingo, 20 de julho de 2008

Liberdade

Quanto mais me preocupo em ser filosófica neste blog, mais sinto que irei abandoná-lo. Então, só me resta uma atitude: me libertar das amarrras. Rumbora!

O final de semana foi cinematográfico. Quer dizer, fiquei escondida dentro de um cinema. Primeiro assisti a animação Wall-E, que é uma graça. Aliás, alguém se lembra que o robozinho é o mesmo daquele filme que passava à tarde no SBT? Quase ninguém que eu conheço se lembra! E olha que este filme está para o SBT como Curtindo a Vida Adoidado está para a Globo. Alõoooo!

Depois assisti Batman - O Cavaleiro das Trevas e fiquei abismada. Não se fazem mais filmes do Batman como antigamente. Ainda bem! Filmaço do começo ao fim, com direito a cenas de ação eletrizantes e reflexões filosóficas. Para entender o que estou dizendo basta ler a maravilhosa crítica (que orgulho!) que o Rodrigo fez no Plural Blog (link ao lado).

Rapidinhas

- Ao ler a matéria de capa da Bravo! deste mês pensei: Duchamp é um gênio ou uma besta?
- Comprei um CD antigo da Carla Bruni com músicas em inglês. Quase tão lindo quanto "Quelqu'un m'a dit".
- Também comprei o romance do Contardo Calligaris. Depois que li um artigo dele sobre o filme Closer, fiquei apaixonada.
- A Lian mandou para mim, direto do Rio de Janeiro, o anel mais lindo do mundo. É de cristal com imagem do Corcovado ao fundo. Deu para entender? Bem, depois coloco a imagem aqui.
- O Rodrigo foi assistir o jogo entre Goiás e Palmeiras no Estádio Serra Dourada. Eu só espero que isso não se torne rotina. Se isso acontecer serei obrigada a dar um peteleco no Eduardo. Brincadeira!...rs.
- Frase: "Odeio o realismo vulgar na literatura. Um homem que chama uma enxada de enxada deveria ser obrigado a usá-la. Esta é a única razão de sua existência." (Oscar Wilde)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Rapidinhas

- Estou preocupada com minha cabeça. Explico: por preguiça de comprar algo adequado ao meu cabelo, uso a primeira coisa que encontro pela frente. Uso xampu para cabelos pretos e condicionador para cabelos loiros. Será que vou ficar cheia de mechas bicolores?

- Ai, a eterna dúvida! Se vou para casa do Rodrigo, fico com peso na consciência por não fazer companhia aos meus pais. Se deixo ele ir embora sozinho, fico remoendo o fato de deixá-lo abandonado. O que fazer? Dormir em casa dia sim, dia não? Já tentei, mas não dá! Sei que também já escrevi sobre isso nas "papagaias", mas é que ainda não consegui solucionar este problema!

- Dormir às duas da manhã e só acordar às 11 horas é um luxo para poucos. Solteira, sem filhos e jornalista que mora com os pais: eis a combinação.

- Quem me conhece sabe que sou boazinha e educada. Mas basta uma frase atravessada para me tirar do eixo. É melhor não provocar.

- Graças ao teste que o Fellipe achou, descobri se eu fosse um animal seria um cachorro. Muuuuuito obrigada, viu?...rs. Bem, mas tem o lado positivo. Olhe a descrição: "O cachorro é o amigo inseparável. Ele não consegue ficar longe dos amigos e adora festas e encontros. É o companheiro fiel que toda pessoa gostaria de ter sempre ao seu lado. Outra característica canina é ser o vigilante de sua casa. Você realmente gosta de tomar conta da sua família e proteger quem está ao seu redor. Coitado de quem invadir o seu espaço. Entretanto, se você parar de pensar, encontrará uma certa dificuldade em ficar sozinho. O cachorro é capaz de ajudar os outros, mas não sabe lidar direito com os seus problemas. Talvez seja preciso abrir sua conexão ao divino. Afinal, o cão conhece melhor do que ninguém o mundo do Além." Ai, cruzes!

domingo, 13 de julho de 2008

Caros amigos

Algo que também aprendi nestes últimos dois anos: sentir saudade, definitivamente, não é agradável. Vários amigos meus terminaram a faculdade e deixaram Goiânia para trás. Eu mesma tomei essa atitude para fazer a especialização com que tanto sonhei - e depois voltei correndo. Mas como tudo na vida tem o lado positivo, a distância me fez retomar aquele antigo hábito de escrever cartas. Nada é mais terapêutico do que relatar suas aventuras e desventuras no papel, selar o envelope e aguardar ansiosamente a resposta.

Quando estava no Rio trocava correspondências com a Lorena, que já morava em São Paulo, e com o Fellipe, que estava em Goianésia. Chegava da faculdade e passava horas com a caneta na mão , contando minhas impressões sobre a cidade maravilhosa (praias, exposições, peças de teatro...ai.....) e lamentando ter que ficar longe do meu amor. E eles escreviam falando de suas primeiras experiências profissionais, das paixões e dos anseios. Era engraçado como aquele pedacinho de papel nos aproximava e fazia esquecer a saudade. E, puxa! Quantas revelações só foram possíveis via Correios!

De volta à Goiânia aconteceu algo estranho. Minha companheira de quarto também passou a se corresponder comigo. Como é bom receber as cartinhas da Lian! Ela me faz lembrar dos cuidados que temos que ter para tornar a vida mais bonita. Para ela não basta só escrever uma carta. É preciso que o papel seja colorido, com adesivos e, quando possível, acompanhado de um CD com as músicas recém-descobertas. Sei que ela gasta momentos preciosos do dia dela para me contar as coisas boas que estão surgindo. Sinto na carta que ela manda o carinho que tem comigo e me dá vontade de mandar a resposta imediatamente.

Agora estou ensaiando a brincadeira com minha irmã, que mora em Palmeirópolis. Chega, né gente? Já está na hora de ter todo mundo pertinho de mim de novo!

Obs1: o final era para ser filosófico, mas não deu. Fiquei com raiva de estar longe dos amigos(rs).
Obs2: Juro, Rodrigo, que este post não é para pegar no seu pé....rs...É só para homenagear meus amigos queridos e dizer que amo muito eles!
Obs3: Dois posts em apenas um dia significa que estou muito empolgada com o novo blog. Espero que dure.

O que significa ser forte

O significado da palavra força por muito tempo fugiu à minha compreensão. Soava como algo distante e fora da realidade. O que diferencia o forte dos fracos? A coragem de assumir riscos, de enfrentar os outros? Só agora, na vida adulta, pude perceber que ter força é algo simples de se resumir em palavras, mas difícil de aplicar no dia-a-dia.

A força atua do lado contrário daqueles que querem simplesmente fugir da situação, do medo, da responsabilidade. A primeira lição sobre isso eu recebi no meu primeiro estágio profissional, quando acompanhei timidamente o drama de uma colega que cuidava da mãe portadora de Alzeheimer. Enquanto muitos, alegando sensibilidade, preferiram evitar o contato com alguém que já foi tão cheio de vivacidade, minha colega enfrentava no cotidiano a dor de sequer ser reconhecida como filha. Mas sabia de seu papel, da necessidade de cuidar. Sabia que era preciso ser forte.

A partir daí fui observando quantas pessoas simplesmente fogem dos problemas. Um exemplo do que isso significa está no filme O Escafandro e a Borbeleta. Baseado na história real do editor da revista Elle francesa, ele narra o esforço do jornalista após sofrer um acidente vascular cerebral. Como conseqüência, ele só conseguia mexer um dos olhos para se comunicar com as pessoas. A vivacidade, energia e dinamicidade que eram suas principais características foram perdidas da noite para o dia.

Depois do AVC, esperava-se que ele tivesse o apoio de amigos e familiares. Em vez disso, teve de suportar a tristeza da solidão involuntária. Em dado momento do filme a namorada, que jamais o visitou, liga para ele, aos prantos, dizendo que não irá visitá-lo porque não deseja perder a boa imagem que havia guardado dele. Ele não a repreende, apenas comunica por meio de uma intermediária que sente sua falta.

Outras cenas parecidas repetem-se ao longo do filme. O que leva a pensar: existe fraqueza maior do que atribuir à sensibilidade suas falhas como ser humano? Ser forte é ser capaz de encarar os percalços, de olhar o problema com atenção, por mais que o coração fique em pedaços. É não deixar que a injustiça prevaleça tendo o medo como justificativa.

sábado, 12 de julho de 2008

Quero-te pra ti mesmo

Não te quero
Só pra mim
E nem poderia
Quero-te
Pra ti mesmo
E para tua
Própria vida
Quanto mais
Fores o que
Quiseres
Mais serás
O que eu queria...
(Luis Poeta)

Esse poema é um ideal de vida para mim. Li quando morei no Rio de Janeiro e, desde então, tenho me esforçado para pensar assim. Não é fácil, claro – tanto que já me desviei do meu propósito diversas vezes. Mas pela primeira vez na vida me sinto totalmente ridícula quando percebo que estou insatisfeita com alguma pessoa que não se comporta como eu gostaria. Não é estranho conhecermos alguém, gostarmos dela exatamente como ela é, e depois querer mudá-la? Por que será que o ser humano tem necessidade de fazer isso? Não consigo encontrar uma resposta razoável.

Também já tive muito medo de que as pessoas que convivem comigo fosse mudando ao longo do tempo. Pior: mudar de uma maneira que eu achasse que não me beneficiasse na relação. Hoje penso diferente. É impossível controlar as mudanças na vida de alguém. Mudam-se os objetivos, a rotina, os desejos, muitas vezes até os sentimentos. É assustador, mas também enriquecedor.

Com pessoas que estão sempre tentando mudar, abertas para o mundo, para as novidades, acabamos crescendo muito mais também. Nada mais entediante que uma pessoa estagnada, que só conversa os mesmos assuntos, que nunca muda o rumo, que tem medo de tudo. Por mais difícil que seja nos adaptarmos às mudanças do outro, acho que vale a pena tentar.