domingo, 25 de janeiro de 2015

O caminho da autotransformação



Depois de muito atormentar meus poucos leitores falando de yoga, yoga e yoga, eu percebi que yoga não é o meu caminho. Não digo enquanto exercício (que é uma delícia, melhora a flexibilidade, acalma, promove bem-estar, dá energia, enfim, ainda não me apresentaram nada mais perfeito), mas enquanto filosofia de vida. Me empolguei muito com o assunto e fui lendo mais do que deveria. Pois eu tenho justo esse problema: ser mental demais. E ser certinha demais. E o que eu estava buscando na yoga? “Piorar” ainda mais esses traços. 

Quem leva a yoga a sério e de repente cai nesse blog não precisa ficar com raiva de mim, achando que não entendi nada de nada. Talvez não tenha entendido mesmo. Mas neste momento eu senti que meu caminho é outro. Que eu não preciso de mais amarras, porque já tenho muitas, mas preciso buscar um caminho que me faça mais livre e verdadeira.

Daí me ocorreu obedecer minha terapeuta (porque não pensei nisso antes???...rs) e fui procurar na livraria o livro O Caminho da Autotransformação, da Eva Pierrakos. Sabe quando parece que foi escrito exatamente para você? Então...Como nem toda passagem minha por aqui é inútil, vou deixar o link do site que tem várias palestras da Eva Pierrakos. Quem sabe um dia que você não tiver nada melhor pra fazer você não passa por lá e acha legal também? Então fica o link http://www.pathworkbrasil.com.br/ . E a dica do livro também. Até a próxima!

Ah! Mas antes de ir quero deixar também um vídeo ótimo de respiração. Foi feito por uma xará e nossa....não tem nada que faça dormir melhor! Fica a dica de novo.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Dos filmes que ensinam



Em um post muito antigo aqui neste blog, falei de como sedimentei minha percepção a respeito do equilíbrio do relacionamento com o filme Uma Rua Chamada Pecado. Nele, Marlon Brando (mil suspiros..) vive entre tapas e beijos com a mulher em Nova Orleans até a chegada da irmã dela.


Quem também viu Blue Jasmine, do Woody Allen, reparou a referência. O tiro de misericórdia para o fim do relacionamento talvez seja conhecido por muitos: alguém de fora, na ânsia de ajudar (ou não), passa a apontar todos os defeitos do amado. E isso é o bastante para afetar a paz da relação.


Depois do filme do Marlon Brando - olha como é bom ver filmes! -, passei a pensar pelo menos 20 vezes antes de dar minha opinião sobre o relacionamento alheio. Para quem está de fora ele pode parecer estranho, destrutivo, ruim, mas só quem o vivencia tem propriedade para dizer se é hora de acabar ou seguir adiante. É como minha mãe gosta de dizer: para saber qual o homem certo para você, basta pensar se é capaz de suportar os defeitos dele. Eu suporto bem o mau-humor do Rodrigo, mas não ia conseguir aguentar se ele fosse um irresponsável que não sabe guiar a própria vida.

Mais ou menos neste contexto de "só-a-gente-se-entende" , o filme Relatos Selvagens (quem não viu por favor não perca) tem uma história muito louca (a palavra é proposital) de uma mulher que descobre, durante a festa de casamento, que foi traída. É preciso ver o final para entender o propósito desta citação.


A longuíssima introdução é só para dizer como acho fascinante aprender com filmes e livros. Nem tudo vai nos salvar de algumas situações difíceis na vida - tem hora que só sentindo na pele para aprender -, mas imagino que ganhamos bem alguns anos de evolução quando prestamos atenção nas lições. Fora o quanto um filme pode ser catártico, né? Talvez a maneira mais evoluída de conter nosso ímpeto animal é vendo a barbárie nas telas (trocaria a palavra barbárie só por vingança, mas deixei ali porque sei lá...tem que goste).


Tenho certeza que avancei bem uns cinco anos de terapia só lendo Ressentimento, da Maria Rita Kehl. Esse foi um sentimento que aprendi a deixar bem lá para trás. Faltou eu ter encontrado o livro ou o filme que me ensinasse a não ser tão rígida comigo, a aprender a relaxar e não ser tão certinha-responsável. Alguma dica?   


ps: já recomendei Relatos Selvagens?


ps2: você vai assistir, né?


ps3: pleaaaaaaase

ps4: obrigada, Helen, por ser leitora assídua. Te dedico o post!....hehehee

ps5: aproveita e me conta de algum filme ou livro que te fez economizar em terapia

ps6: fim de ps

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

No caminho


Desde que tive a feliz ideia de iniciar a terapia, encaro um novo dia como cheio de possibilidades e aprendizados. E é assim que tem sido. Leio constantemente sobre yoga, reiki, terapia energética, ansiedade, filosofia (a de vida!...rs), e isso tem me ajudado a entender melhor os pontos que a terapeuta trabalha durante a sessão. Logicamente que a teoria me agrada muito, mas também tenho me dedicado às práticas. Iniciar o dia com meditação, respiração consciente e posturas do yoga já é uma rotina, bem como ficar atenta aos meus pensamentos e sempre que possível escrever sobre eles. É assim que tenho aproveitado o recesso no meu trabalho - que, diga-se de passagem, terminou hoje.

Semana passada comprei um livro que me surpreendeu pela qualidade, chamado Yoga para Ansiosos. Serve até para quem não liga a mínima para a yoga, porque os primeiros capítulos propõem a investigar muitas das causas da ansiedade. E, parando para racionar, eu pela primeira vez entendi totalmente minha personalidade! Eu era - já uso o passado (rs) - tão perfeccionista que nem me enxergava como perfeccionista. Até ler o depoimento de uma paciente que descreve totalmente o meu jeito de ser.

Não é maluco que tantas pessoas passem uma vida toda sem pensar sobre seus próprios sentimentos, condicionamentos? Quanta coisa a gente pode mudar quando compreende a razão de agirmos ou pensarmos de determinada forma. Tenho vontade de dividir isso tudo aqui no blog, mesmo sendo uma gota no oceano e que meu blog não seja assim....o mais frequentado do mundo (rs). Então, enquanto penso sobre isso, deixo ao lado alguns links que considero muito úteis e de vez em quando apareço para dividir minha empolgação por aqui.

O único outro assunto que me dedico tanto a estudar é sobre política em função do trabalho. Mas ninguém quer ler isso por aqui não, né? Foi o que pensei (rs)