sábado, 29 de novembro de 2008

Pires do Rio - de novo!

Pois é, parece que só tenho coragem de escrever no blog quando estou em Pires do Rio. Mas não deve estar fazendo muita falta, afinal de contas "todo dia ela faz tudo sempre igual...la la la la la". Preciso fazer algo para mudar minha vida, urgente! E, como sou mulherzinha (rs), a única coisa que me ocorre é mudar o cabelo. Brincadeira!
Essa semana consegui ir ao cinema (que emoção!!!) e assisti Vicky Cristina Barcelona. Engraçado, me identifiquei muito com a personagem mais careta do filme. Adoro! Se fosse há alguns anos, na época em que eu andava em más companhias (rs), acho que me identificaria mais com a loira. Mas agora...Puxa, é tão legal ficar caretinha! Quer dizer, é bem melhor ter a convicção do que a gente realmente quer para vida da gente, mesmo que isso não pareça nada emocionante para os outros. Acho que eu sempre quis esse equilíbrio e não sabia. Será que isso tudo é esquisito? Só sei que ser a Erika de hoje me deixa muito mais feliz. Estranho, muuuito estranho....rs. Ah! E eu vivo as minhas contradições, como diria a "mulherzinha".
O ano está acabando....Por enquanto o saldo foi mega positivo. Mas 2009 que me aguarde! Tenho muitos, muitos planos mesmo....

sábado, 1 de novembro de 2008

Pires do Rio - oba!!!!

Se não tem Rio de Janeiro, fique com Pires do Rio! Ah, não podia perder a piada...rs. Consegui uma folga rara no trabalho e vim para Pires do Rio ser bem tratada, comer coisas gostosas, assistir um filme atrás do outro...Enfim, fazer o que sempre faço por aqui. Não sei o que acontece, mas a casa dos meus sogrinhos é especial. Aqui me sinto sempre muito bem. Acho que são as boas companhias - a do Rodrigo, em especial, que fica mais calminho quando está perto da família.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Saudade do Rio

Se terça-feira eu acordei com o pé esquerdo, hoje acordei com saudade do Rio de Janeiro. Quanto mais eu trabalho, mas sinto falta da minha vida de à toa no Rio (rs). Naquela época eu acordava cedo para assistir O.C (e disputava a TV com uma louca do pensionato), depois fazia minha comidinha saudável a tempo de assistir a Super Nanny (ou um troço assim...). Depois me arrumava e ia a pé para Uerj, numa caminhada que durava uns quarenta minutos. Ficava lá trabalhando na revista virtual da faculdade e, à noite, assistia aulas de Jornalismo Cultural. De vez em quando os professores nos levavam para exposições (as de verdade, não as de gravura...rs), teatro, cinema e tudo que a vida tem de melhor. Nos finais de semana praia, praia, praia, até ressecar meu cabelo. E ficava papeando com a Lian, lendo livros do Rubem Alves, rindo das meninas do pensionato e, claro, sentindo uma saudade terrível do Rodrigo. Por tudo isso meu projeto de vida realmente é convencê-lo a ir morar lá comigo, daqui...dois ou três anos...ou dois ou três meses (quem me dera...rs). Só sei que acordei numa saudade danada de tudo aquilo, por mais que tenha sido minha a decisão de voltar. Quando eu enfim levá-lo comigo, vamos passear no Jardim Botânico, no bondinho de Santa Tereza, torrar ao sol da Barra da Tijuca (não como daquela vez em que fiquei parecendo o capeta...rs), assistir boas peças, dar uma volta na Lagoa de Freitas, passar o ano inteiro lá conseguindo a proeza de jamais encontrar um famoso...Ah, vamos lindinho?????

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Acordei com o pé esquerdo

É raro acontecer comigo, mas às vezes acordo com o pé esquerdo. Hoje foi assim. Na minha aula de tênis a combinação de pouca comida no estômago com um sol de rachar não deu certo. Quase desmaiei na aula. E agora meu professor vai sempre ficar preocupado comigo, achando que sou fraca. Ai, que raiva disso ter acontecido!

Para completar hoje tive meu pior dia no trabalho. Não por causa da minha chefe e dos meus colegas de trabalho, que são uns amores. É por causa de "coisas da vida" que prefiro não comentar. Só sei que fiquei muito triste e gostaria que o Capitão Nascimento estivesse lá para me dizer "pede pra sair, pede pra sair"...rs.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Aulas de tênis

Devagarzinho estou deixando minha vida do jeito que quero. Hoje dei início a um projeto antigo, de fazer aulas de tênis. Parece ser muito divertido. O melhor de tudo é que o Eduardo também está aprendendo e, futuramente, já terei um parceiro nas disputas.

Para minha vida ficar completa, só faltam mesmo duas coisas: aulas de frânces (se alguém falar em aulas de direção e inglês para mim, eu mato!...rs) e estudar para tentar um mestrado fora de Goiânia. Mas isso posso deixar para depois. Por enquanto me contento com violão, musculação e tênis. Ah, claro, e meu trabalho...rs. Assim, bastante ocupada, vai sobrar menos tempo para o Rodrigo implicar comigo (brincadeira, amooooor!...rs).

Nessas últimas semanas, como disse, estou bancando o papel de fechadora. Eu fico pensando que seria tão mais legal se eu tivesse mais experiência....Fico lá sofrendo horas com títulos, olhos e legendas, enquanto a Carla Borges só chega e preenche, na maior facilidade....rs. Um dia eu chego lá!

Ontem a Lídia voltou para o jornal. A felicidade foi geral. O Rodrigo editor mal deixou ela cruzar a porta e já "roubou" a Carla do Circuito (êita jornalista disputada...rs). E o Ricardo, que estava escalado para fechar no domingo, deixou esta tarefa para ela em menos de dois minutos....kkkk. Mas claro que a gente estava sentindo falta dela por outros motivos também: porque ela é legal, paciente e sempre vai lanchar comigo (rs).

Ixi, falei muito de trabalho...Se a Lian ler isso vai me matar. Quebrei o acordo que fizemos no Rio de Janeiro....rs.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Dolores

A única coisa interessante que me aconteceu nos últimos dias é que comecei a ler Fama e Anonimato. Por isso, só para ilustrar, vou deixar aqui a foto da Dolores. Muito linda!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Boas notícias

Apesar de todo o estresse do trabalho (sábado foi terrível e o Hermes me odeia!), cheguei à conclusão de que estou é feliz. Depois de ter tido três filhos, a Juliana Nepomuceno voltou de uma looooonga temporada na Nova Zelândia e na Austrália (a foto do lado é da despedida da Ju, em 2006). Puxa, e como é bom que ela esteja de volta! Ela nem tem idéia de como vou atormentá-la, fazê-la caminhar no Vaca Brava, ir comigo na aula de tênis e ficar ouvindo minhas fofocas. Enfim, tudo que amigas mulherzinhas fazem!

Sábado foi aniversário dela e, lógico, o Rodrigo, Sartorato e eu fomos comemorar. Ficamos até 3 da manhã ouvindo as aventuras da Ju por aquelas bandas. E sinto que, após dois anos distante, ela ainda tem mais coisa ainda para contar.

Outra notícia boa é que estou trabalhando com a Camila Blumenschein. Trabalhamos no mesmo caderno no Diário da Manhã e fazíamos terapia juntas (piada interna...rs). E agora ela foi contratada para o Circuito e poderemos novamente dividir o estresse. E, claro, as alegrias também. Porque afinal de contas trabalho é isso aí: uma mistura de "vou-matar-o-primeiro-que-aparecer-na-minha-frente" com "eu-amo-isso".

Amanhã começo a fazer minhas aulas de tênis. Vai ser divertido. O melhor é que o Sartorato já está aprendendo e mais tarde vou ter com quem jogar. Espero que eu tenha capacidade para aprender tênis, porque sempre fui um desastre em qualquer modalidade esportiva. Mas é como sempre digo: NO FINAL DÁ TUDO CERTO. Amém.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Rodrigo não é meu, sem viagem e ainda eleições

Resumo do dia: o Rodrigo voltou para Política (logo, estou abandonada...rs), perdi uma viagem para São Paulo porque não sei dirigir (micão de ter que confessar isso para os chefões...rs) e as eleições continuam firmes e fortes no caderno em que trabalho. Não é que eu esteja reclamando, mas tudo isso é meu irônico....

domingo, 5 de outubro de 2008

Rodrigo agora é meu, viagem, amigos e eleições

As eleições acabaram! Nem acredito que terei meu lindinho de volta!...rs. Não é querendo puxar saco não, mas ele mandou bem nas eleições. Fico muito orgulhosa de ver os textos dele, de ver como ele mostra eficiência em qualquer editoria. Esse menino da plaquinha é meu ídolo!...rs.

Agora, deixando de ser namorada coruja, tenho coisas para contar. Esta semana viajei para Caiapônia. Conheci cachoeiras lindas, acordei cedíssimo e me diverti com os "causos" do Weimer (foi o Advo, o motorista, que usou essa expressão engraçada). É bom ouvir as aventuras dos fotógrafos do jornal. Dá um ânimo para o trabalho! Fico pensando se um dia também terei boas histórias para contar também. Espero que sim!

Estou numa saudade monstra dos meus amigos queridos. Tenho até sonhado com isso! Eita, esse tal de passado que não volta mais é dureza...Pior é que, por mais que eles venham para Goiânia, nunca é a mesma coisa. É tudo tão rápido e superficial...A Lian tem razão, precisamos montar uma comunidade em outra cidade (eu acho que todos deveríamos ir para o Rio de Janeiro, que tem praia...rs).

Mudando de assunto de novo...Hoje passei o dia todo acompanhando as eleições pela CBN. O melhor do dia foi o Tiago Bênia repreendendo o Sandes Júnior quando ele quis abandonar a entrevista - "peraí, não vai embora não, deixa eu terminar!"- e o tom ressentido do Sandes ao admitir a derrota e descontar no pobre do repórter!...rs. No mais, adorei a cobertura. A galerinha da CBN que adoro está de parabéns (e esse é em especial pro Luiz Geraldo, que sou fã dele de carteirinha!..heheeh).

Cartilha do Pobre - o retorno

Vasculhando o histórico do meu antigo blog, encontrei esta verdadeira relíquia. Este post é em homenagem ao Eduardo (não que ele seja pobre, mas foi ele quem inventou a idéia da cartilha do pobre...rs)

Cartilha do Pobre

Ser pobre é:

- Correr para pegar um ônibus.
- Pedir dinheiro emprestado aos amigos para sair.
- Ter o celular apenas como agenda para ligar do orelhão.
- Passar perfume no pulso e ficar esfregando em outras partes do corpo para economizar o próprio.
- Ficar procurando algum local público(ou consultórios) para ler revistas e jornais de graça.
- Por dérreal(R$10,00) de gasolina no carro.
- Passar mal de tanto comer e beber nas festas do tipo "tudo por conta".
- Ir em boate, não consumir nada e depois esticar a noite no pit-dog mais barato da cidade.
- Perder o sono quando vc descobre que tinha um loja vendendo o mesmo produto que você comprou, só que com 10% de desconto.
- Alongar a visita em uma locadora para ver o filme que está passando na televisão
- Ir em um restaurante por quilo e não beber nada porque vc exagerou na hora de colocar a comida.
- Gastar 3 horas para chegar em casa porque ficou "pulando" de terminal em terminal para gastar apenas uma passagem.
- Comprar uma televisão em 24 vezes nas Casas Bahia.
- Pegar Cd´s dos amigos para copiar em casa.
- Ir ao Shopping apenas para pagar prestações de uma compra feita há vários meses.
- Receber uma ligação de sua operadora de celular perguntando porque você não pôs créditos nos últimos três meses.
- Fazer compras de Natal no Camelódromo.
- Comprar imitações de quadros famosos
- Ficar esperando um amigo alugar filmes e depois pedir emprestado para assistir.
- Ficar puto quando você paga uma compra de R$1,99 com uma nota de R$2,00 e o caixa não volta o troco.
- Só ir no cinema em dia de promoção (LINDINHO, ESTE TÓPICO É NOSSA CARA...RS)
- Pagar meia-geral em estádio de futebol.
- Ir de ônibus para o shopping para não pagar estacionamento.
- Fazer compras dentro do Eixão.
- Vender livros velhos para comprar novos.

sábado, 27 de setembro de 2008

É dura a vida de jornalista....rs

Estava eu na minha rotina no jornal quando ouvi as frases mágicas.

- Surgiu uma viagem para Terra Ronca. Você quer ir?

Embora nunca tenha pensado em visitar cavernas, pensei:

- Meu nome é agora!


E assim o que era para uma semana de trabalho normal se transformou numa das melhores viagens da minha vida! Tudo bem, foi só um dia útil de passeio. Mas mesmo assim, queeee passeio. Nunca pensei que cavernas pudessem ser tão lindas.


Cheguei em São Domingos, onde fica o Parque Estadual de Terra Ronca, por volta das 20 horas de quarta-feira (são 650 quilômetros até lá...). No dia seguinte o Ricardo Rafael teve a brilhante idéia de acordamos às 5 horas para tirar foto do nascer do sol. Antes de buscarmos o guia avistamos a Terra Ronca e decidimos entrar. A gruta tem uma abertura enorme, e lá dentro passa um rio que deixa o cenário lindo. Mas nem exploramos muito, porque não tínhamos os equipamentos necessários.


Lá pelas 7 horas fomos buscar o Ramiro, um guia da região que sabe tudo. Insistimos muito para ele nos levar para caverna de São Mateus, a mais linda do lugar (todos dizem). Depois de meia hora de caminhada chegamos atéo local. A entrada era por uma abertura no teto em que eu mal passava. Sério, deu medo. Como não podia voltar e dizer para editora “Olha, fiquei com medo e não entrei”, decidi ir fundo. E me apaixonei pelo lugar.

Quero voltar! Bem, não vou descrever tanto o passeio porque já fiz isso na matéria. Se puderem, leiam. E se alguém for praquelas beiradas um dia, me chame! Ainda tenho outras 62 cavernas para conhecer em São Domingos. Ai, como é dura a vida de jornalista...eheheheeh.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Novidades....tudo sem acento!

Eu tenho um irmao viciado em jogos de internet. Por isso meu computador vive cheio de virus. E tambem por isso nao posso acentuar as palavras como gostaria. Nao bastassem as falhas no cerebro que as vezes me fazem errar as palavras, ainda tem este computador sem acento. Nao, ninguem merece. Como atualizar um blog assim?

So para constar, minhas aulas de violao continuam otimas. Meu professor me elogia muito, diz que tenho muita musicalidade e que sao raras as pessoas que tiram musica "de ouvido" como eu. O Rodrigo acha que ele diz isso para eu continuar as aulas. Mas prefiro acreditar que tenho talento. Nao custa nada!..rs. Um dia convido voces para um recital. Saibam que isto eh uma ameaça!

Esta semana resolvi alguns assuntos sobre minha contrataçao. Nao, amigos, nao se animem. Eh uma contrataçao "definitiva" por um ou dois meses. Minha esperança eh que acabem me esquecendo e eu fique por la mais algum tempo..ehhehe. No mais eh so. Inte!

sábado, 30 de agosto de 2008

Lerdeza

Eu juro que quero escrever algo aqui, mas me falta criatividade. E também vontade de encarar o computador fora do horário de trabalho. Nas horas livres só quero saber de quatro coisas: academia, violão, livro e Rodrigo. Não necessariamente nesta ordem. Inté!

domingo, 10 de agosto de 2008

Pin-up e pensamentos (dos outros)

Agora estou satisfeita. Voltei ao tema pin-up, que adoro, graças à minha amiga Helen Fernanda. Muito obrigada! O que seria da minha vida nos blogs da vida sem você? (rs).

Bem, então para marcar este momento gostaria de deixar alguns pensamentos sagazes.

- "Errar é humano, mas a sensação é divina".

- "A psicanálise? Uma das mais fascinantes modalidades de gênero policial, em que o detetive procura desvendar um crime que o próprio criminoso ignora". (Mário Quintana)

- "Para curar amor platônico só uma trepada homérica" (Eduardo Kac)

- "Evite acidentes! Faça tudo de propósito". (Carlito Maia)

- "A praça é do povo. Menos o palanque e o microfone" (Cairo de Assis Trindade)

- "Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir". (Sêneca)

- "A vida é o que acontece conosco enquanto fazemos outros planos" (Ben Baglay)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sem problemas

Sempre sinto raiva de mim quando fico triste. Simplesmente porque eu não tenho a mínima razão para ser assim. De verdade. Sabe aquelas pessoas que não tem do que reclamar? Sou eu, sem problema nenhum na vida. Ou será que tenho a mania de minimizar tudo? Se for, tanto melhor. Espero que eu seja assim sempre. Inté!

domingo, 3 de agosto de 2008

Pensar dói

No tédio danado que é o dia de domingo sem o Rodrigo, meus pais e meus amigos por perto, me dediquei a ler o livro Na Praia, de Ian McEwan. Finalmente encontrei uma obra literária interessante este ano. Mal terminei de ler o texto e já tive vontade de recomeçá-lo. Lindo, lindo, lindo e mais lindo ainda. Ai, quem me dera escrever desse jeito um dia!

Hoje comprovei o que sempre desconfiava: ficar sozinha com meus pensamentos me deixa um pouco triste. Tantas coisas passam pela minha cabeça: saudades, angústias, medos. Mas gosto de ter este tempinho para refletir. Gosto de ter certeza do que quero e pensar o que preciso mudar.

O que me preocupa, claro, é meu futuro. Não o profissional, que se mostra cada dia mais incerto. Meu medo é que pessoas muito importantes hoje na minha vida não façam parte dela depois. E esta possibilidade me angustia muito. Queria o Rodrigo aqui, agora, para deitar no peito dele e simplesmente dormir...

Esquisitinha

Realizei meu sonho de adolescência e terminei de assistir a minissérie Engraçadinha: seus amores e seus pecados. Quando ela passou, em 1995, eu não tinha capacidade de me manter acordada depois das 22 horas (juro!). Agora minha mãe comprou a coleção e passei o dia inteiro em frente a televisão.

Nelson Rodrigues tem desse problema. É praticamente impossível interromper as histórias dele no meio. Até aqueles folhetins que ele escrevia são assim. Pois tente ler Meu Destino é Pecar em doses homeopáticas. Vai descobrir o que estou falando. Numa cena que entrou para os anais da faculdade (rs), a Lorena levou este livro para ler no Predileto. No Predileto!

Sempre me achei meio esquisitinha por gostar de Nelson Rodrigues. Sei que ele é um grande escritor e tudo mais, mas não é estranho ter fascínio pelos personagens dele? Incestos, suicídios, traições...Coisas que na vida real me assustam, nos textos dele eu adoro ler. Será que no fundo essa coisa de acompanhar estas tragédias como observadora não foi o que me atraiu no Jornalismo? Na superfície parece que gosto de matérias do "bem", coloridas, cheia de vida...mas e lá no fundo? Será que é bem assim? Puxa, alguém me arranja um psiquiatra! (rs).

Bem, mas agora falemos de vida real. Esta semana confirmei o que já sabia: meus dias no Circuito estão chegando ao fim. Meu contrato termina no início de setembro e o Ricardo vai ocupar meu lugar. Pelo menos sinto que aproveitei bastante este tempo que estive lá. E foi tão divertido! Mas agora bola pra frente! Se alguém souber de algo...

Para terminar, uma frase de Nelson Rodrigues que explica um pouco sobre seu ideal como escritor: "O personagem é vil para que o homem não o seja".

Ps: A imagem do beija-flor é só um protesto, por eu não ter encontrado nenhuma da minissérie! aff..

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Só e abandonada

No final de semana, como já disse aqui, fui para a Chapada dos Veadeiros. Ontem viajei para Iporá e Amorinópolis e só voltei no final da noite. E hoje foi a vez do Rodrigo rumar para o Rio de Janeiro, para fazer a cobertura do Criança Esperança. Acho que Jornalismo é a profissão mais anti-romântica que existe. Estou com saudade de ficar mais tempo ao lado dele, de sair para barzinho, assistir filmes antigos, ficar conversando borracha. Achei que fosse fazer isto neste fim de semana, mas....Bem, pelo menos ele vai se divertir hoje na Lapa, enquanto eu assisto a minissérie "Engraçadinha". Tá, eu sei que estou em desvantagem neste história (rs).

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Encontro de Culturas

É sempre assim. Quando faço algo legal, que me deixa muito feliz, não consigo escrever direito sobre o assunto. Dá vontade de narrar tudo que aconteceu, fico numa ansiedade imensa. Pois é exatamente o que estou sentindo agora. Queria contar direitinho como foi minha passagem pela Vila de São Jorge, onde está ocorrendo o VIII Encontro das Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Mas sinto que vou deixar muita coisa de fora....

Cheguei na vila por volta das 15 horas de sábado, já desesperada atrás de uma pauta para meu caderno. O primeiro lugar que entrei foi numa feirinha de produtos artesanais. Conversei com um índio da tribo Fulni-ô, um mestre na fabricação da rabeca, entre outros. Liguei para minha chefe e ela me tranquilizou, dizendo que eu poderia entregar a matéria no dia seguinte. Fui então procurar outros personagens interessantes - que apareciam a todo momento (o sonho de todo jornalista). Sem brincadeira, devo ter entrevistado umas vinte pessoas. E aprendi que trabalhar demais pode não ser uma boa solução, já que tive que tirar vários personagens da matéria.

No domingo, mais calma por ter conseguido juntar um bom material, fui acompanhar a programação. Adorei o encontro de três folias em frente a igreja do povoado. Foi muito bonito mesmo. Neste dia também consegui "laçar" o Sérgio Mamberti (me senti no próprio Castelo Rá-tim-bum....rs) e o Júlio Antõnio, da Guarda de Moçambique. Minha entrevista com o Sérgio foi no escuro mesmo, porque bem na hora que me sentei para falar com ele houve uma explosão e a cidade inteira ficou sem energia. O legal é que "apareceram" mais estrelas no céu e pude me dedicar a uma tarefa que adoro: esperar para ver uma estrela cadente. E eu vi!

Bem, foi na escuridão também que acompanhei um espetáculo ótimo de circo. A programação, as pessoas, as histórias que surgiram durante o encontro compensaram cada segundo da viagem. Por mim até ficaria a semana inteira por lá. Antes de ir embora visitei o Vale da Lua (foto), que fica bem pertinho do povoado. O lugar é lindo, pena que passei por lá correndo. Ah! E fiz uma pintura indígena no meu braço, que vai demorar a sair. Enfim, entrei no clima. E amei.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Vou passear...ops! Trabalhar...rs

Fui extremamente cara-de-pau e me "auto-convidei" para cobrir o VIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, em São Jorge. Viajo amanhã e só volto na segunda-feira. Espero trazer muitas novidades legais, já que o encontro promete pautas ótimas. Bem ao estilo daquelas que planejo fazer sempre! E espero que o Rodrigo me perdoe, por ter estragado nosso passeio para Pires (rs).

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A beleza da vida

Ontem, lendo o blog da Lídia, ela falava que o desejo dela como jornalista é mostrar a beleza da vida. Claro, a gente sabe que a humanidade tem vários defeitos. Diria até que é irrecuperável. Quanto a isso, apesar da pouca idade (em termos...rs), não tenho mais esperanças. Mas também existem coisas belas que merecem tanto ou mais espaço nos jornais que as denúncias, as mazelas, as tragédias, as tristezas. Acho importante que os jornalistas cumpram essa função de mostrar o que está errado, isso com certeza ajuda a mudar muita coisa que está errada. Mas se eu pudesse optar – e um dia sinto que poderei – falaria apenas de generosidade, dignidade, amor e respeito à vida. Não é difícil encontrar pautas assim....

Por que tirei a sorte grande

- Ele faz cara de cachorro que caiu da mudança para conseguir as coisas;
- Me beija antes de dormir;
- Me incentiva a progredir;
- Faz de tudo para ficarmos juntos todos os dias;
- Arruma a casa e faz um arroz gostoso;
- Ri das piadas dos Chaves até hoje;
- Bate longos e saborosos papos comigo;
- Prefere ir para Pires do Rio na minha companhia;
- Compra meu lanche quando estou apertada no serviço;
- Às vezes se esforça para não me mimar. Ele acha que assim vai me consertar (rs);
- É inteligente, articulado, gentil e está cada dia mais sexy;
- Ele traduz para mim as músicas em inglês;
- Sobre as outras qualidades...prefiro não comentar!..hehehee.

domingo, 20 de julho de 2008

Liberdade

Quanto mais me preocupo em ser filosófica neste blog, mais sinto que irei abandoná-lo. Então, só me resta uma atitude: me libertar das amarrras. Rumbora!

O final de semana foi cinematográfico. Quer dizer, fiquei escondida dentro de um cinema. Primeiro assisti a animação Wall-E, que é uma graça. Aliás, alguém se lembra que o robozinho é o mesmo daquele filme que passava à tarde no SBT? Quase ninguém que eu conheço se lembra! E olha que este filme está para o SBT como Curtindo a Vida Adoidado está para a Globo. Alõoooo!

Depois assisti Batman - O Cavaleiro das Trevas e fiquei abismada. Não se fazem mais filmes do Batman como antigamente. Ainda bem! Filmaço do começo ao fim, com direito a cenas de ação eletrizantes e reflexões filosóficas. Para entender o que estou dizendo basta ler a maravilhosa crítica (que orgulho!) que o Rodrigo fez no Plural Blog (link ao lado).

Rapidinhas

- Ao ler a matéria de capa da Bravo! deste mês pensei: Duchamp é um gênio ou uma besta?
- Comprei um CD antigo da Carla Bruni com músicas em inglês. Quase tão lindo quanto "Quelqu'un m'a dit".
- Também comprei o romance do Contardo Calligaris. Depois que li um artigo dele sobre o filme Closer, fiquei apaixonada.
- A Lian mandou para mim, direto do Rio de Janeiro, o anel mais lindo do mundo. É de cristal com imagem do Corcovado ao fundo. Deu para entender? Bem, depois coloco a imagem aqui.
- O Rodrigo foi assistir o jogo entre Goiás e Palmeiras no Estádio Serra Dourada. Eu só espero que isso não se torne rotina. Se isso acontecer serei obrigada a dar um peteleco no Eduardo. Brincadeira!...rs.
- Frase: "Odeio o realismo vulgar na literatura. Um homem que chama uma enxada de enxada deveria ser obrigado a usá-la. Esta é a única razão de sua existência." (Oscar Wilde)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Rapidinhas

- Estou preocupada com minha cabeça. Explico: por preguiça de comprar algo adequado ao meu cabelo, uso a primeira coisa que encontro pela frente. Uso xampu para cabelos pretos e condicionador para cabelos loiros. Será que vou ficar cheia de mechas bicolores?

- Ai, a eterna dúvida! Se vou para casa do Rodrigo, fico com peso na consciência por não fazer companhia aos meus pais. Se deixo ele ir embora sozinho, fico remoendo o fato de deixá-lo abandonado. O que fazer? Dormir em casa dia sim, dia não? Já tentei, mas não dá! Sei que também já escrevi sobre isso nas "papagaias", mas é que ainda não consegui solucionar este problema!

- Dormir às duas da manhã e só acordar às 11 horas é um luxo para poucos. Solteira, sem filhos e jornalista que mora com os pais: eis a combinação.

- Quem me conhece sabe que sou boazinha e educada. Mas basta uma frase atravessada para me tirar do eixo. É melhor não provocar.

- Graças ao teste que o Fellipe achou, descobri se eu fosse um animal seria um cachorro. Muuuuuito obrigada, viu?...rs. Bem, mas tem o lado positivo. Olhe a descrição: "O cachorro é o amigo inseparável. Ele não consegue ficar longe dos amigos e adora festas e encontros. É o companheiro fiel que toda pessoa gostaria de ter sempre ao seu lado. Outra característica canina é ser o vigilante de sua casa. Você realmente gosta de tomar conta da sua família e proteger quem está ao seu redor. Coitado de quem invadir o seu espaço. Entretanto, se você parar de pensar, encontrará uma certa dificuldade em ficar sozinho. O cachorro é capaz de ajudar os outros, mas não sabe lidar direito com os seus problemas. Talvez seja preciso abrir sua conexão ao divino. Afinal, o cão conhece melhor do que ninguém o mundo do Além." Ai, cruzes!

domingo, 13 de julho de 2008

Caros amigos

Algo que também aprendi nestes últimos dois anos: sentir saudade, definitivamente, não é agradável. Vários amigos meus terminaram a faculdade e deixaram Goiânia para trás. Eu mesma tomei essa atitude para fazer a especialização com que tanto sonhei - e depois voltei correndo. Mas como tudo na vida tem o lado positivo, a distância me fez retomar aquele antigo hábito de escrever cartas. Nada é mais terapêutico do que relatar suas aventuras e desventuras no papel, selar o envelope e aguardar ansiosamente a resposta.

Quando estava no Rio trocava correspondências com a Lorena, que já morava em São Paulo, e com o Fellipe, que estava em Goianésia. Chegava da faculdade e passava horas com a caneta na mão , contando minhas impressões sobre a cidade maravilhosa (praias, exposições, peças de teatro...ai.....) e lamentando ter que ficar longe do meu amor. E eles escreviam falando de suas primeiras experiências profissionais, das paixões e dos anseios. Era engraçado como aquele pedacinho de papel nos aproximava e fazia esquecer a saudade. E, puxa! Quantas revelações só foram possíveis via Correios!

De volta à Goiânia aconteceu algo estranho. Minha companheira de quarto também passou a se corresponder comigo. Como é bom receber as cartinhas da Lian! Ela me faz lembrar dos cuidados que temos que ter para tornar a vida mais bonita. Para ela não basta só escrever uma carta. É preciso que o papel seja colorido, com adesivos e, quando possível, acompanhado de um CD com as músicas recém-descobertas. Sei que ela gasta momentos preciosos do dia dela para me contar as coisas boas que estão surgindo. Sinto na carta que ela manda o carinho que tem comigo e me dá vontade de mandar a resposta imediatamente.

Agora estou ensaiando a brincadeira com minha irmã, que mora em Palmeirópolis. Chega, né gente? Já está na hora de ter todo mundo pertinho de mim de novo!

Obs1: o final era para ser filosófico, mas não deu. Fiquei com raiva de estar longe dos amigos(rs).
Obs2: Juro, Rodrigo, que este post não é para pegar no seu pé....rs...É só para homenagear meus amigos queridos e dizer que amo muito eles!
Obs3: Dois posts em apenas um dia significa que estou muito empolgada com o novo blog. Espero que dure.

O que significa ser forte

O significado da palavra força por muito tempo fugiu à minha compreensão. Soava como algo distante e fora da realidade. O que diferencia o forte dos fracos? A coragem de assumir riscos, de enfrentar os outros? Só agora, na vida adulta, pude perceber que ter força é algo simples de se resumir em palavras, mas difícil de aplicar no dia-a-dia.

A força atua do lado contrário daqueles que querem simplesmente fugir da situação, do medo, da responsabilidade. A primeira lição sobre isso eu recebi no meu primeiro estágio profissional, quando acompanhei timidamente o drama de uma colega que cuidava da mãe portadora de Alzeheimer. Enquanto muitos, alegando sensibilidade, preferiram evitar o contato com alguém que já foi tão cheio de vivacidade, minha colega enfrentava no cotidiano a dor de sequer ser reconhecida como filha. Mas sabia de seu papel, da necessidade de cuidar. Sabia que era preciso ser forte.

A partir daí fui observando quantas pessoas simplesmente fogem dos problemas. Um exemplo do que isso significa está no filme O Escafandro e a Borbeleta. Baseado na história real do editor da revista Elle francesa, ele narra o esforço do jornalista após sofrer um acidente vascular cerebral. Como conseqüência, ele só conseguia mexer um dos olhos para se comunicar com as pessoas. A vivacidade, energia e dinamicidade que eram suas principais características foram perdidas da noite para o dia.

Depois do AVC, esperava-se que ele tivesse o apoio de amigos e familiares. Em vez disso, teve de suportar a tristeza da solidão involuntária. Em dado momento do filme a namorada, que jamais o visitou, liga para ele, aos prantos, dizendo que não irá visitá-lo porque não deseja perder a boa imagem que havia guardado dele. Ele não a repreende, apenas comunica por meio de uma intermediária que sente sua falta.

Outras cenas parecidas repetem-se ao longo do filme. O que leva a pensar: existe fraqueza maior do que atribuir à sensibilidade suas falhas como ser humano? Ser forte é ser capaz de encarar os percalços, de olhar o problema com atenção, por mais que o coração fique em pedaços. É não deixar que a injustiça prevaleça tendo o medo como justificativa.

sábado, 12 de julho de 2008

Quero-te pra ti mesmo

Não te quero
Só pra mim
E nem poderia
Quero-te
Pra ti mesmo
E para tua
Própria vida
Quanto mais
Fores o que
Quiseres
Mais serás
O que eu queria...
(Luis Poeta)

Esse poema é um ideal de vida para mim. Li quando morei no Rio de Janeiro e, desde então, tenho me esforçado para pensar assim. Não é fácil, claro – tanto que já me desviei do meu propósito diversas vezes. Mas pela primeira vez na vida me sinto totalmente ridícula quando percebo que estou insatisfeita com alguma pessoa que não se comporta como eu gostaria. Não é estranho conhecermos alguém, gostarmos dela exatamente como ela é, e depois querer mudá-la? Por que será que o ser humano tem necessidade de fazer isso? Não consigo encontrar uma resposta razoável.

Também já tive muito medo de que as pessoas que convivem comigo fosse mudando ao longo do tempo. Pior: mudar de uma maneira que eu achasse que não me beneficiasse na relação. Hoje penso diferente. É impossível controlar as mudanças na vida de alguém. Mudam-se os objetivos, a rotina, os desejos, muitas vezes até os sentimentos. É assustador, mas também enriquecedor.

Com pessoas que estão sempre tentando mudar, abertas para o mundo, para as novidades, acabamos crescendo muito mais também. Nada mais entediante que uma pessoa estagnada, que só conversa os mesmos assuntos, que nunca muda o rumo, que tem medo de tudo. Por mais difícil que seja nos adaptarmos às mudanças do outro, acho que vale a pena tentar.