sábado, 12 de julho de 2008

Quero-te pra ti mesmo

Não te quero
Só pra mim
E nem poderia
Quero-te
Pra ti mesmo
E para tua
Própria vida
Quanto mais
Fores o que
Quiseres
Mais serás
O que eu queria...
(Luis Poeta)

Esse poema é um ideal de vida para mim. Li quando morei no Rio de Janeiro e, desde então, tenho me esforçado para pensar assim. Não é fácil, claro – tanto que já me desviei do meu propósito diversas vezes. Mas pela primeira vez na vida me sinto totalmente ridícula quando percebo que estou insatisfeita com alguma pessoa que não se comporta como eu gostaria. Não é estranho conhecermos alguém, gostarmos dela exatamente como ela é, e depois querer mudá-la? Por que será que o ser humano tem necessidade de fazer isso? Não consigo encontrar uma resposta razoável.

Também já tive muito medo de que as pessoas que convivem comigo fosse mudando ao longo do tempo. Pior: mudar de uma maneira que eu achasse que não me beneficiasse na relação. Hoje penso diferente. É impossível controlar as mudanças na vida de alguém. Mudam-se os objetivos, a rotina, os desejos, muitas vezes até os sentimentos. É assustador, mas também enriquecedor.

Com pessoas que estão sempre tentando mudar, abertas para o mundo, para as novidades, acabamos crescendo muito mais também. Nada mais entediante que uma pessoa estagnada, que só conversa os mesmos assuntos, que nunca muda o rumo, que tem medo de tudo. Por mais difícil que seja nos adaptarmos às mudanças do outro, acho que vale a pena tentar.

4 comentários:

  1. Dona Maria linda do meu coração!
    que saudades de vc! apertadinhas! adorei o blog novo! adorei a cor. Como você está?? sonhei com vc anteontem, quero contar depois.
    Te amo. Bjos.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Oi Erika, parabéns pelo novo blog. Falando nisto, mudar é sempre bom, apesar do desafio de se acostumar a elas. Acho que já conversamos isto uma vez, lembra? Querer tentar sempre mudar as pessoas deve ser muito mais uma frustação de saber que o perfeito não existe. O ideal mesmo é tentar conviver com as diferenças, sempre minimizando os defeitos. Bjão e muitas saudades.Te adoro.

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  4. Oi, vou nem dizer que adorei, porque adorei e você sabe, rs. Acho que o grande passo para o início do meu amadurecimento (ainda em processo) foi quando percebi que não posso prender as pessoas em minha jaula particular. Passei a encarar isso de forma serena. Hoje posso dizer que estou mais em paz. Te amo.

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