quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Presente!

Agora que o Ano do Cavalo finalmente decidiu me dar uma trégua, estou conseguindo desfrutar meus dias com uma tranquilidade que nunca antes na história da minha vida eu havia experimentado antes. No meu estado natural teria enlouquecido neste período sabático forçado - pré-mudanças na minha vida profissional - , mas a verdade é que estou conseguindo sobreviver muito bem a ele. Claro que isso não seria possível sem a minha excelente terapeuta, o meu coração aberto e as leituras que começo a fazer no sentido de entender um pouco mais sobre “Ser”, “ego” e todas essas coisas que antes eram subjetivas demais para eu entender. Duas coisas já pude perceber muito claremente em menos de seis sessões de terapia: minha mente era muito barulhenta (não é à toa que com tanto barulho eu me sentisse tão confusa!) e eu poucas vezes, em 33 anos de vida, estive realmente “presente”. Parece que falo em um sentido metafórico, mas é literal mesmo. Talvez isso explique meus lapsos de memória e as constantes broncas das pessoas por nunca estar prestando atenção ao que está acontecendo ao meu redor. Eu costuma dizer que é porque eu estava vivendo no “Maravilhoso Mundo de Erika”. Traduzinho: a minha cabeça costumava estar em qualquer lugar - em geral no futuro -, mas nunca no presente. Curiosíssimo isso. Quando parei para reparar senti que havia perdido pelo menos uns 30 dos meus 33 anos de vida - o que devo ter aproveitado mesmo foram os momentos explosivos, como passar no vestibular, viajar, me formar e outros exemplos que com certeza são melhores do que esse mais aos quais eu não me lembro. Em resumo: não tem como amar mais essa nova fase da minha vida, que ainda está sendo construída vaaaagarosamente.

Um comentário:

  1. Eu tinha essa "mente barulhenta" também até a época da faculdade. Mas assim que colei grau fui morar na casa dos meus tios em Brasília - um lar tranquilo, silencioso, organizado e sem drama - então eu descobri que boa parte daquela confusão na minha mente não me pertencia, era só repercussão da confusão externa que era minha família. Ficou tudo límpido, claro, simples. E também foi quando passei a viver o presente com prazer. Apesar dos contextos e momentos diferentes, entendo bem como você está se sentindo. ;)

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