Já estou sentindo aquele gostinho (amargo) de fim de férias. E, como sempre, para finalizar com chave de ouro, estou em Pires do Rio. Sei que estou sumida dos amigos e tudo mais, mas a Lian tem razão: o celular é uma prisão. E viver livre dele durante as férias está sendo uma benção. Estou com vontade quase irrefreável de jogar o meu celular no Rio Meia Ponte. Mesmo que poucas pessoas me liguem, a possibilidade de ser encontrada no momento que eu não quero me enlouquece. Mesmo nas férias. Imagine então nos dias normais! Acho que celular deveria ter só duas utilidades: aguardar ser chamada para uma entrevista de emprego e para que o moço que você acabou de te conhecer te ligue, sem que você precise ficar colada o dia inteiro ao telefone fixo. E ponto. Nesse finalzinho de férias aproveitei para comprar As Travessuras da Menina Má , do Vargas Llosa. Queria ter comprado esse livro há uns dois anos, mas fui enrolando, enrolando... e o cara ganhou o Nobel de Literatura. Resultado: paguei...