segunda-feira, 14 de julho de 2014

Viagem América do Sul - parte 2: a rota do fim do mundo

O Chile com certeza foi o país que mais me surpreendeu durante a viagem. Aliás, se comparado a qualquer destino que já conheci. Tenho o costume de não ler muito antes de viajar e de confiar no meu amigo Eduardo, que é quem entende de história, geografia e finanças. Então foi quase em estado de choque que constatei que o Chile tem paisagens hiper contrastantes - e olha que nem tive tempo de ir ao Deserto do Atacama.

Depois de longas 18 horas de espera no aeroporto de Santiago, embarquei no dia 11 de junho para Punta Arenas para pegar a rota do fim do mundo - amo esta denominação. Eu querendo paz, sossego e repensar a vida e acabo chegando ao fim do mundo!

Punta Arenas fica no extremo sul do Chile e é a capital da região de Magalhães e Antártica chilena, bem pertinho do ponto mais austral da América. Daí vocês já podem imaginar o frio. O máximo de temperatura que peguei foram 2 graus - e juro que ainda não sei como foi que sobrevivi.

No primeiro dia, depois de me recuperar do castigo do aeroporto, fui dar uma volta pela cidade. Depois de ver a Plaza de Armas fui caminhando até o mirante para ter uma vista do alto. Coisa linda. A parte cômica ficou por conta do senhorzinho que foi tirar minha foto. A câmara estava voltada para mim por causa dos meus eternos selfies e, só depois de uns 15 cliques, ele teve coragem de me avisar que não estava conseguindo fazer as fotos. Que dó!!!....rs.





No dia seguinte o passeio mais deslumbrante da vida eternamente (exagero...rs): Torres del Paine. Não tinha a mínima ideia que o parque existia, mas pedi ao Eduardo para incluir uma visita aos Lagos Andinos e o resultado foi esse. É o parque nacional mais visitado do Chile, mais de 150 mil pessoas por ano, e tem como principal atração a Cordilheira Paine. Só cenários de filmes: montes cheios de neve, cavernas, cachoeiras, lagos... E, quando você acha que não tem mais por onde se deslumbrar, o passeio termina em um lago cheio de pedras de gelo beeeem azuis.








Como isso aqui pretende ser algo de certa utilidade além de descrever as maravilhas do lugar, fica a principal dica: esteja bem preparado. O lugar é frio sempre (se proteja de todas as formas, inclusive usando filtro solar), quase não tem paradas para lanchinho (fui boazinha, só teve uma parada. Você tem de levar mantimentos) e toda vez que encontrar um banheiro use, porque as pausas são raras.

O parque é enorme, os atrativos são muitos e só a viagem até Puerto Natales, a cidade que abriga o parque, são 300 quilômetros. Ou seja, em um dia você irá percorrer 600 quilômetros. É bem cansativo. O que pretendo fazer no futuro: o roteiro todo a pé pelo parque, que são mais ou menos quatro dias. A entrada no parque é de 10 mil pesos se você for estrangeiro. Algo em torno de 40 reais.

Como deslumbramento pouco é bobagem, meu amigo peruano e eu decidimos juntar todas as nossas economias (rs) e conhecer o Parque Pali Aike, que é uma espécie de primo pobre (que contradição!) de Torres del Paine. Digo primo pobre porque apesar do rombo financeiro (por ser baixa temporada o carro só sai com seis pessoas e decidimos dividir o passeio em duas pessoas, dando 90 mil pesos para cada - 360 reais), é um lugar pouco procurado pelos turistas. Pali Aike recebe em um ano o que Torres del Paine recebe em um dia. Ou seja, naquele dia nós dois e o guia éramos as únicas pessoas presentes no lugar! Não tinha nem o vigia do parque para pagarmos nosso ingresso.

Este passeio começa tranquilo na Laguna Ana, que é cheia de guanacos (termino a viagem sem saber a diferença entre guanacos, lhamas e alpacas, mas tudo bem). De lá são duas horas de caminhada até os principais destinos. A regularidade na academia não me ajudou em nada, nada. Depois deste périplo, visitamos as pedras vulcânicas e partimos até a cova Pali Aike. Chegamos em um fim de tarde e a vista lá de cima, cheia de cores, foi...Vejam as imagens.





De lá fomos até a cova do diabo, um vulcão inativo. Como os dias estão mais curtos por lá, acabamos chegando ao anoitecer. Foi uma aventura. É um vulcão bem profundo e a gente fica praticamente dentro dele. Na volta não havia luminosidade alguma e o terreno era muito acidentado. Foi muita sorte não ter torcido o pé. Mas olha, foi inesquecível. E o guia que nos conduziu era um pândego, quis saber se a Maitê Proença está muito velhinha (mal sabe ele tanto que tá lindona).

No dia 15 de junho como todos sabem (ou pelo menos deveriam saber!) foi o meu aniversário. E estava incomunicável na companhia dos pinguins! Uma experiência diferente e gelada. Neste dia viajei também algumas horas (tudo tão longe…) até a Isla Magdalena. Noção da distância: viagens de carro e barco. Saí cedinho do hotel e só consegui ver os pinguins às 15 horas (e às 16 já tinha de voltar). Pra mim, no entando, foi emocionante mesmo olhar por algum momento aqueles pinguins engraçados. Me diverti muito. Valeu pagar os 12 mil pesos (claro que pedi para entrar de graça por conta do aniversário, mas os chilenos não se sensibilizam facilmente...rs).








Meu último dia no fim do mundo foi conhecendo o Fuerte Bulnes, que fica na Tierra del Fuego e a apenas 60 quilômetos de Punta Arenas (ufa!!). Neste mesmo dia, para comemorar a incrível experiência que passei no fim do mundo, fiz uma tatuagem meiga no pulso. Desculpinha na verdade para me tatuar (rs).



Espero que as imagens sejam mais úteis do que o atropelo das minhas palavras (tenho preguiça de me esmerar nos textos que escrevo para o blog, reconheço….).

2 comentários:

  1. Pronto, estou convencida. Quero ir pro Chila já!
    Já pode preparar o roteiro detalhado da viagem, incluindo valores, porque vou me programar. Eu vou pro Chile, pronto, está decidido!

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    1. Aí falou bonito, Marla! Não vai se arrepender!!! É fantástico mesmo

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